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Política


Congonhas: apenas três vereadores se destacam na Câmara Municipal



Foto: Reprodução Câmara de Congonhas


Rodrigo Silva Mendes, Averaldo Pereira da Silva e Simônia Maria de Jesus Magalhães são os vereadores que mais criaram projetos de lei em Congonhas  

A análise da produção da Câ­ma­ra Municipal de Con­go­nhas, ao longo de 2025, revela um Legislativo ativo no plano formal, mas com baixa distribuição de protagonismo na elaboração de leis. Quando se observa o desempenho dos vereadores a partir de critérios qualitativos (atribuindo maior peso aos projetos de lei e con­siderando a existência ou não de projetos de emenda à Lei Or­gânica), o cenário que se impõe é o de forte concentração da iniciativa normativa em poucos parlamentares, enquanto a maioria atua de forma predominantemente protocolar.  
 
O vereador Rodrigo Silva Mendes (Podemos) desponta como principal formulador de projetos de lei no período. Com 17 proposições dessa natureza, lidera com folga um Legislativo em que o número de leis propostas é, em geral, modesto. Seu mandato combina produção normativa relevante com atuação administrativa, resultando em mais de três centenas de indicações e dezenas de requerimentos. Na segunda faixa de desempenho, aparece Averaldo Pereira da Silva (PL), autor de dez projetos de lei, embora sua produção total seja fortemente marcada pelo volume de indicações, que ultrapassa duas centenas.  

Já Simônia Maria de Jesus Magalhães (PL) apresenta um perfil distinto: com nove projetos de lei e 17 emendas modificativas, sua atuação se destaca mais pela interferência técnica no processo legislativo do que pela proposição de novas normas. Em posição intermediária, Kate Bárbara Marques Urzedo (Solida­riedade) e Heli Nascimento Faus­tino (Solidariedade) apresentam seis e quatro projetos de lei, respectivamente. Seus mandatos seguem ancorados em instrumentos de menor impacto normativo, como indicações e moções, o que limita a densidade legislativa de suas atuações quando comparadas aos principais protagonistas.  
 
O dado mais revelador, no entanto, está no grupo majoritário de vereadores cuja produção legislativa em sentido estrito é residual. Patrícia Fernandes Monteiro (PSB) apresentou dois projetos, duas in­dicações e oito requerimentos. Edonias Clemen­tino de Almeida (Podemos), Eduardo Ladislau Mar­ques (PRD), Geraldo Gilmar Ataydes Seabra (PV), Roberto Kleiton Guerra de Aguiar (PSD), Igor Jonas Souza Costa (PL) e Hemerson Ronan Inácio (PSD) apresentaram apenas um projeto de lei cada ao longo de todo o ano. Em alguns desses casos, a atuação se resume quase integralmente a indicações e projetos de decreto legislativo, instrumentos com efeito jurídico limitado.  

Também integrava esta legislatura o vereador Gerson Daniel de Deus (PSB), falecido em março de 2025. Em razão disso, não há registros de apresentação de projetos de lei nem de requerimentos no período analisado.  A ausência de propostas de emenda à Lei Orgânica durante todo o intervalo avaliado reforça a percepção de um Legislativo com baixa mobilização para discussões estruturais sobre o arranjo institucional e jurídico do município. O enfoque predominante permanece em demandas pontuais e encaminhamentos administrativos, em detrimento da construção de políticas públicas de caráter duradouro.

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 22/02/2026 - 14:51


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