Fotos: Divulgação
A produção legislativa dos vereadores de Ouro Branco expõe diferenças claras de perfil, ritmo e densidade de atuação parlamentar. Quando se atribui maior peso a projetos de lei e a projetos de emenda à Lei Orgânica (instrumentos centrais da função legislativa), o desempenho dos mandatos se distribui de forma desigual, revelando distintos graus de protagonismo na formulação normativa do município. Nesse recorte, Nilma Aparecida Silva (PT) lidera com margem expressiva. Em seu quarto mandato, a vereadora apresentou 44 projetos de lei e uma proposta de emenda à Lei Orgânica, dentro de um total de 209 proposições. A produção se concentra em áreas estruturantes, como educação, saúde, assistência social, políticas para mulheres, proteção à infância, meio ambiente e bem-estar animal, indicando uma atuação voltada à construção de políticas públicas de caráter permanente.
Na sequência aparece Neymar Magalhães Meireles (Cidadania), em seu segundo mandato, com 34 projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica, entre 158 proposições. Sua atuação se caracteriza pela diversidade temática, com forte presença em segurança pública, urbanismo, meio ambiente, saúde, educação e proteção social. Ivanildo da Silva Alves (Republicanos), vice-presidente da Câmara, também figura entre os destaques, com 23 projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica, integrados a um conjunto de 214 proposições, com ênfase em cultura, patrimônio histórico, mobilidade urbana, inclusão social e gestão pública.
Com produção relevante, Branca Castilha de Souza Cunha (União Brasil), em seu sexto mandato, contabiliza 20 projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica, além de atuação constante em temas ligados à proteção da mulher, saúde, assistência social e cultura. José Irenildo Freires de Andrade (PSDB), em seu terceiro mandato, apresentou 22 projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica, com menor volume total de proposições, o que indica uma atuação mais concentrada na elaboração normativa do que no expediente administrativo.
Bruna D’Ângela Martins Ferreira (PDT), em seu primeiro mandato e atualmente secretária da Mesa Diretora, soma 17 projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica, dentro de um total de 106 proposições. Sua produção legislativa tem foco em meio ambiente, educação, cultura, saúde e bem-estar animal, com atuação ainda em consolidação no campo normativo. No grupo com menor impacto legislativo, considerando os instrumentos de maior peso político, estão Welton Erasmo Vieira (PV), em seu primeiro mandato, com nove projetos de lei e uma emenda à Lei Orgânica; Nélison José Alves (Republicanos), que apresentou 21 projetos de lei e uma emenda, mas com baixo volume total de proposições.
Warley Higino Pereira (Republicanos), presidente da Câmara, registrou 22 projetos de lei e não apresentou projeto de emenda à Lei Orgânica e concentrou sua atuação em ofícios e indicações, que somam 559 registros. O levantamento demonstra que o volume absoluto de proposições não corresponde, necessariamente, à densidade legislativa. Mandatos que priorizam projetos de lei e alterações na Lei Orgânica exercem influência mais direta sobre o ordenamento jurídico municipal. Já as atuações concentradas em ofícios, requerimentos e indicações tendem a operar no campo da interlocução administrativa.
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Maria Teresa, no dia 22/02/2026 - 12:34