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Política


Editorial: Lafaiete não pode cometer os mesmos erros das eleições de 2022



Foto: Antônio Noronha



Daqui a 12 meses, o Brasil, Minas e Lafaiete decidirão quem serão os nossos representantes no Palácio do Planalto, Congresso Nacional, Governo do Estado e Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), assim como em todas as unidades da federação. Uma eleição geral constitui a oportunidade, por excelência, para que o País e, sobretudo, nossa região, melhorem a qualidade do debate público e os principais desafios com os quais nos defrontamos.

É uma tarefa peremptória, que exigirá dos milhares de candidatos e respectivas equipes, farol alto e visão de longo prazo, para, no caso de nossa cidade, não cometermos os mesmos erros das eleições gerais de 2022, quando não conseguimos, depois de vários pleitos, fazer sequer um deputado. Esse deslize provocou prejuízos incalculáveis para Conselheiro Lafaiete, cidade com quase 140 mil habitantes e cerca de 100 mil eleitores.

Desde 1995 que Lafaiete vinha mantendo pelo menos um deputado com base fixa e residência na cidade. Passaram pela ALMG os ex-prefeitos Arnaldo Francisco Pena e José Milton de Carvalho Rocha, o ex-vereador e ex-deputado Glaycon Franco, que se revezaram na assembleia, e ajudaram a trazer inúmeros recursos e emendas para toda a região do Alto Paraopeba, além de obras e todo tipo de benfeitorias.

Essa sequência só foi interrompida em 2022, quando nosso município ficou órfão de um parlamentar, depois de 27 anos sendo representado na ALMG. Os prejuízos foram e são incalculáveis, principalmente se levarmos em consideração que quase todas as grandes cidades do entorno, possuem seus representantes. Podemos citar São João Del Rei, Barbacena, Ouro Preto, Mariana, Santos Dumont, Viçosa, entre outras localidades. Sem exceção, todos esses municípios possuem um parlamentar que mora e mantém base fixa nesses locais.

Isso cria identidade, mostra força política, união e eleitorado coeso. La­faiete manteve isso por longos 27 anos ininterruptamente, com ganhos ex­traordinários. A partir de 2023, retornamos aos anos de escassez e fomos obrigados, novamente, a assumir o rótulo indesejável de “terra de ninguém”, onde vale a lei do mais forte e do que tem mais recursos, força política e capacidade de aglutinação. O desafio de outubro de 2026 será, portanto, brutal e um dos pleitos mais difíceis dos últimos anos para os chamados candidatos da terra. Os nativos terão muita dificuldade para se viabilizarem, haja vista a força dos deputados de fora que já estão em campanha.

Comenta-se nos bastidores políticos que pelo menos 15 nomes devem disputar o arranca-rabo eleitoral que se avizinha, o que seria um desastre para a cidade. Se levarmos em consideração que faltaram, em 2022, 12 mil votos para o ex-vereador Giuseppe Laporte ser eleito deputado estadual e outros 5 mil para Glaycon Franco ser conduzido à Câmara dos Deputados, em Brasília, chegaremos à conclusão de que a provulsão de postulantes prejudicou em muito. Em 2022, foram 14 postulantes, mas é necessário pontuar também que os chamados paraquedistas, aqueles que só aparecem de quatro em quatro anos, também tiraram muitos votos dos nativos.

 




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Postado por Maria Teresa, no dia 26/10/2025 - 09:05


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