Foto: Divulgação/ EPR
Dados divulgados, nesta semana, pela EPR Via Mineira, concessionária que administra o trecho da BR-040 entre Belo Horizonte e Juiz de Fora, revelaram que quase metade das vítimas fatais de acidentes registrados nesse trecho, entre janeiro e agosto deste ano, não usava cinto de segurança. Os dados mostram, de forma escrachada, um retrato brutal de como escolhas individuais ainda transformam acidentes em tragédias. Nos oito primeiros meses de 2025, foram 28 mortes no trecho concedido — em 12 delas, as vítimas estavam sem o equipamento que poderia ter feito a diferença entre a vida e a morte.
O quadro se agrava em agosto, quando dois em cada três mortos não estavam presos pelo cinto. Vale lembrar que o cinto de segurança é obrigatório no Brasil há quase três décadas. Está inscrito no Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/1997), que não deixa margem para dúvida: todos, motoristas e passageiros, devem usá-lo, independentemente do assento ocupado. A penalidade para quem ignora a regra está no artigo 167: infração grave, multa e cinco pontos na carteira.
Esse tipo de irresponsabilidade tem se repetido também nas cidades, com outra agravante dos motoristas; além de não usarem o cinto de segurança, usam e abusam do celular quando estão dirigindo. O risco de morte em colisões para essas duas situações, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pode aumentar até quatro vezes quando o cinto não é utilizado e o celular fica na mão com o carro em movimento.
E para quem insiste em utilizar o cinto apenas nos bancos dianteiros, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) alerta para o chamado “efeito projétil humano”: passageiros que viajam sem cinto no banco traseiro tornam-se projéteis em uma batida, arremessados contra os ocupantes da frente. Ou seja, quem faz essa opção não coloca apenas a si mesmo em risco: todos que estão dentro do veículo podem pagar por essa negligência
Quando comparamos as estatísticas de anos anteriores, o contraste fica evidente. Sob a gestão da EPR, a BR-040 vem apresentando, graças a Deus, queda considerável na gravidade dos acidentes: sete em cada dez registros já não passam de danos materiais. Em trechos críticos, como o Trevo de Moeda (km 575), os acidentes despencaram 80%. No bairro Paulo VI (km 633), os casos com feridos caíram pela metade. Ainda assim, os dados sobre o cinto expõem um limite claro: a tecnologia e a infraestrutura não salvam vidas sozinhas. O fator humano continua decisivo e impacta diretamente na nossa e na vida do outro também.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 11/10/2025 - 19:35