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Opinião


Graça Lemos, criança de coração em êxtase



Foto: Divulgação


Graça Lemos é a homenageada do Face

Há gente que vem ao mundo com a sabedoria impregnada no olhar e por  isso não fala muito, mas observa bastante. Mulher de talentos múltiplos, fé  gigante e amor infinito pelas artes (em especial, o teatro), Graça Lemos – Gracinha –, é desses seres mutantes que se renovam e rejuvenescem o mundo  com poucas palavras e muitas ações. Quem não a conhece não sabe da  humanidade que sua vida expande em tudo e todos. 
Advogada, atriz, cantora, amiga... Tudo isso é pouco para se enxergar  nessa menina grande, de riso solto, o bom humor contagiante, os gestos suaves  que desenham amenidades e as gentilezas raramente palpáveis nos  embrutecidos dias da nossa modernidade. Em Gracinha lemos o quanto de melhor seria a vida se essa forma toda especial de vivê-la fosse qualidade em  todos nós.  
E lemos mais: lemos que a vida não é essa complexidade que os homens fazem dela, basta ter visão divina para enxergar. Este ano o Face (Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete-MG)  terá um gosto especial, gosto da comida saborosa de Gracinha que emprestará  seu nome ao troféu e, como nos anos anteriores, estará à frente da organização  fazendo o possível e o impossível para que tudo ocorra como um grande  espetáculo, uma comédia gostosa de se viver, um pedaço de carne de panela  capaz de deixar a boca cheia d´água... Sabemos que grandes festas se fazem mais brilhantes quando os  homenageados nelas são mais que humanos: são as promessas que, ora e  outra, o coração humano inventa para si e seu entorno com a fome voraz de ver  este mundo em flor, desertos verdificados, rios e mares convidando a um  mergulho na sagração das boas novas que tanto o espírito humano almeja. 
Gracinha leva extremamente a sério o poeta: “... é preciso amar as  pessoas como se não houvesse amanhã”, consequentemente tu­do que toca vira  ouro, ou prata, ou pedra preciosa para fortalecer a esperança na vida, no ser  humano, pois até seus dias nublados têm um sol radiante para inaugurar  auroras. 
E assim vai essa mulher menina, amiga das horas, se fazendo de  madrinha de esperanças, mãe de quem está só, porto seguro, nau mergulhada  em mar saudando até o mistério das profundezas e vendo nele, com seu olhar  brilhante, formas novas de se renovar e reinaugurar o lado bom das coisas,  sejam elas o que forem, pois também por outro poeta ela sabe que “outros  outubros virão, outras manhãs, plenas de sol e de luz”. Salve, Gracinha.

Paulo Antunes
Professor universitário, ator, escritor, mestre em Letras

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 21/07/2025 - 15:20


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