Foto: Reprodução redes sociais
Escola estadual Narciso de Queiroz está o no radar para possível adesão ao modelo
O debate sobre a militarização das escolas públicas chega a Conselheiro Lafaiete com a convocação de uma assembleia organizada pelo Sind-UTE/MG — Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação, subsede Conselheiro Lafaiete. O encontro, direcionado aos trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de ensino, será realizado nesta segunda-feira, dia 7, às 18h, no auditório do Atlanta Esporte Clube, localizado na Praça Pimentel Duarte, nº 133, no centro da cidade.
A pauta da reunião será o projeto de escola cívico-militar, iniciativa proposta pelo Governo de Minas em diversas cidades da região, gerando reações distintas entre educadores, pais e a comunidade escolar.Em Lafaiete, ao menos cinco escolas estaduais estão no radar para possível adesão ao modelo: Narciso de Queiroz, Geraldo Bittencourt, Domingos Bebiano, Augusto José Vieira e General Sylvio Raulino. O projeto prevê a presença de militares da reserva atuando em parceria com a equipe pedagógica, especialmente na gestão disciplinar das unidades.
O Sind-UTE tem se posicionado de forma crítica à proposta, alertando para riscos como autoritarismo, desvalorização do papel pedagógico e falta de diálogo com os profissionais da educação.A assembleia deve reunir professores, especialistas da área e representantes de movimentos sociais, com o objetivo de fortalecer a organização da categoria e ampliar a discussão pública sobre o futuro da educação na região. O modelo cívico-militar tem sido alvo de intensos debates nacionais nos últimos anos. Embora defendido por setores do governo como solução para problemas de disciplina e desempenho, o projeto também recebe críticas de educadores, sindicatos e entidades ligadas aos direitos humanos, que questionam sua eficácia e sua compatibilidade com os princípios democráticos da educação.
São mantidas pelas Forças Armadas ou Polícias Militares/Bombeiros, com gestão feita por oficiais militares, currículo próprio e seleção rigorosa de estudantes — geralmente filhos de militares. O ambiente segue normas rígidas de disciplina e hierarquia.
Custo elevado: o investimento por aluno pode ser até 50% maior que em escolas públicas regulares, devido à infraestrutura específica, salários e treinamentos militares.
São unidades públicas estaduais ou municipais que recebem apoio administrativo e disciplinar de militares da reserva, sem alteração no currículo e com matrícula regular. O objetivo é auxiliar na organização e segurança da escola.
Custo reduzido: utiliza estrutura existente, com menor impacto orçamentário, embora ainda exija gastos com capacitação e acompanhamento dos militares.
Em Lafaiete, cinco escolas estão cotadas para receber o modelo cívico-militar. Já em Congonhas e Ouro Branco, há propostas em estudo para ao menos uma escola em cada cidade.O Sind-UTE Lafaiete defende que decisões como essa sejam precedidas de diálogo com professores, famílias e estudantes, uma vez que afetam diretamente a cultura escolar e a autonomia pedagógica das instituições.
Com informações Alexsandra Barbosa
.
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Rafaela Melo, no dia 06/07/2025 - 19:20