Tempo em Lafaiete: Hoje: 31° - 14° Agora: 29° Sexta, 06 de Março de 2026
Comunidade


Determinação e talento: aluno de Lafaiete conquista ouro na OBMEP

Aos 18 anos, Matheus Henrique celebra medalha inédita após trajetória marcada por olimpíadas científicas e superação



Foto: Arquivo pessoal


O lafaietense Matheus Henrique Pereira Borba, de 18 anos, conquistou medalha de ouro

O estudante lafaietense Matheus Henrique Pereira Borba, de 18 anos, conquistou medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). A premiação, realizada no Rio de Janeiro, marcou, para ele, o encerramento de um ciclo iniciado em 2019, quando ainda era aluno da escola municipal Doriol Beato.

O interesse pelas olimpíadas começou com a própria OBMEP, que o motivou a intensificar os estudos durante a pandemia, dedicando-se com afinco à matemática e, posteriormente, a outras competições. Em 2021, ele se classificou para a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), uma disputa ainda mais exigente, que pode abrir portas para competições internacionais. Nos anos seguintes (2022, 2023 e 2024), focou sua preparação para os vestibulares do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e do Instituto Militar de Engenharia (IME), cujos conteúdos avançados também contribuíram para seu desempenho nas olimpíadas.

Apesar de já ter conquistado seis medalhas da OBMEP em anos anteriores, a sonhada medalha de ouro ainda não fazia parte de sua coleção — especialmente porque, ao ingressar em escola particular, passou a enfrentar uma concorrência ainda maior, com número bem mais limitado de premiações.
“Depois de seis anos de Olimpíada, por mais que eu já tivesse outras seis medalhas , eu ainda não tinha o ouro. E ter conseguido isso pela escola particular no meu último ano foi a realização de um desejo que eu já tinha desde criança”, afirmou.

A conquista tem um peso simbólico: “Essa última medalha representou o fechamento de um ciclo, o mais importante para mim. Apesar das mais de 102 medalhas em outras áreas, como Física, Química, Astronomia e Ciências, essa era a que eu ainda não tinha. Foi a primeira medalha de ouro na OBMEP — e também a última”, completou.

Atualmente, o estudante cursa Ciência da Computação no Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, em São Paulo, com foco na área de inteligência artificial. Embora não pretenda seguir uma carreira acadêmica tradicional, deseja continuar atuando na área de exatas, agora com mais ênfase no mercado.

Como conselho para outros estudantes, ele reforça a importância de enxergar as olimpíadas como grandes oportunidades educacionais e profissionais: “As olimpíadas abrem muitas portas: bolsas de estudo, acesso a escolas e universidades, programas de ensino exclusivos para medalhistas e até bolsas com auxílio financeiro. Não é só uma prova de escola, é um diferencial para a vida acadêmica e para o mercado”, explica.

Ele também destaca a existência de grupos de apoio e redes voluntárias que ajudam estudantes de todo o país a se prepararem para as competições. Iniciativas como o Núcleo Olímpico de Incentivo ao Conhecimento (NOIC) e o Ampulheta do Saber disponibilizam materiais gratuitos, aulas online e suporte para quem quer começar ou se aprofundar nas olimpíadas.“Mesmo que a escola ou a cidade ainda não tenham uma cultura forte de incentivo às olimpíadas, hoje existe muito apoio externo. A internet está cheia de materiais de qualidade e grupos que realmente fazem a diferença. Foi assim que eu consegui chegar até aqui”, concluiu.

 




Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Postado por Rafaela Melo, no dia 06/07/2025 - 17:20


Comente esta Notícia