Foto: Arquivo Jornal CORREIO
Lafaiete terá o maior orçamento de sua história em 2025; folha de pagamento vai consumir quase 50% dessa receita
O prefeito eleito de Conselheiro Lafaiete, Leandro Chagas (PRD), assumirá no dia 1º de janeiro de 2025 a responsabilidade de gerir um orçamento anual estimado em R$ 598,5 milhões. A proposta orçamentária foi apresentada pelo atual prefeito, Mário Marcos Leão Dutra, e deve ser aprovada pela Câmara em novembro, prevendo a aplicação dos recursos em áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança pública.
O orçamento de 2025 é composto majoritariamente por receitas correntes, que somam R$ 639,9 milhões, incluindo arrecadações tributárias e transferências federais e estaduais. Entre as principais fontes, destacam-se a Receita Tributária, estimada em R$ 124,9 milhões, e as Transferências Correntes, que somam R$ 486,4 milhões. Por outro lado, as despesas fixadas para o próximo ano totalizam o mesmo valor da receita, distribuídas em diversas áreas fundamentais para a administração municipal.
Saúde e educação lideram prioridades de investimento
Com R$ 225,7 milhões, a saúde é o setor que receberá o maior volume de recursos, seguido pela educação, com R$ 184,4 milhões. Juntas, as duas áreas representam mais de 68% do orçamento, o que projeta um compromisso com o atendimento à saúde da população e o investimento na qualidade do ensino municipal. Mais de R$ 6,2 milhões serão gastos em transporte, R$ 6,8 milhões com gestão ambiental, R$ 295,2 milhões com urbanismo e R$ 21,1 milhões com saneamento.
Outros setores, como a segurança pública (R$ 3,5 milhões) e assistência social (R$ 18 milhões) terão recursos destinados para manutenção e ampliação dos serviços públicos. Chama atenção o baixo valor previsto para investimentos em ciência e tecnologia: R$ 10.576,00.
Créditos adicionais e orçamento impositivo
A lei orçamentária aprovada pelo Legislativo permite que o Executivo abra créditos adicionais até o limite de 20% do orçamento anual. Esses créditos poderão ser utilizados em casos de necessidade, desde que os recursos sejam originados de superávit financeiro ou excesso de arrecadação, ampliando a flexibilidade da administração para ajustes durante o exercício.
A proposta orçamentária inclui também um montante destinado ao cumprimento do orçamento impositivo, previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O projeto destina R$ 5,9 milhões para emendas parlamentares, que deverão ser aplicados em atividades previamente definidas, garantindo que parte dos recursos municipais seja destinada conforme demandas dos representantes legislativos e atendendo a prioridades da população. Confira o quadro detalhado.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 30/11/2024 - 13:54