Toda criança tem direito à educação. Isso parece óbvio, mas, na prática, muitas famílias ainda escutam a famosa frase: “não tem vaga”.
E é aí que surge a dúvida: isso pode mesmo acontecer?
A resposta é simples: criança não pode ficar sem escola.
A educação é um direito garantido pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não um favor
Creches e escolas públicas existem para atender as crianças. Quando o Poder Público não oferece vaga, não é a família que está errada — é o sistema que falhou.
A educação infantil e a educação básica são consideradas prioridades. Isso significa que o Estado e o Município precisam se organizar para garantir o acesso, e não transferir esse problema para os pais ou responsáveis.
Lista de espera resolve?
Na prática, não. Colocar a criança em lista de espera e deixá-la meses (ou anos) fora da escola não resolve o problema e não deveria ser tratado como algo normal.
A falta de planejamento, estrutura ou profissionais não pode justificar que uma criança fique sem estudar.
De quem é a responsabilidade?
Normalmente:
Mas, para a família, isso não importa.
O que importa é que alguém tem que garantir a vaga. A criança não pode ser prejudicada por discussões administrativas.
O que os pais podem fazer?
Se a vaga for negada, é importante:
Em muitos casos, em caso de ajuizamento da ação, a Justiça determina a matrícula imediata ou uma solução alternativa para garantir o direito da criança.
Importante lembrar que escola não é só aprendizado. É convivência, desenvolvimento, cuidado, alimentação e proteção. Cada dia fora da escola é um prejuízo para a criança.
Nenhuma criança deveria ficar fora da creche ou da escola pública por falta de vaga.
Quando isso acontece, não é normal e não é correto.
Se o direito não é respeitado espontaneamente, ele pode — e deve — ser exigido.
Educação é prioridade. Criança fora da escola é violação de direitos.
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Escrito por Maria Victória, no dia 11/02/2026
Dra. Maria Victória de Oliveira R. Nolasco
Advogada
OAB/MG 207.251
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