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Saúde


Minas soma 33 registros de mpox em 2026

Secretaria de Estado de Saúde monitora a circulação do vírus; variante identificada pertence ao mesmo grupo responsável pelo surto global iniciado em 2022



Foto: Reprodução



A Prefeitura de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, confirmou, no sábado, dia 31, o primeiro caso de mpox no município. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde nas redes sociais. Até o momento, a administração municipal não informou detalhes sobre o paciente diagnosticado.Em Minas Gerais, 33 casos da doença foram confirmados em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). O maior número de registros ocorreu em 2022, quando o estado contabilizou 610 casos.

Confira o histórico de notificações confirmadas:

  • 2022: 610 casos;

  • 2023: 53 casos;

  • 2024: 68 casos;

  • 2025: 136 casos;

  • 2026: 33 casos.

Ainda conforme a SES-MG, a maioria dos diagnósticos registrados em Minas Gerais ocorreu entre homens e pessoas com idade entre 15 e 34 anos.A variante do vírus em circulação no estado pertence ao clado II, especificamente ao subclado IIb, o mesmo associado ao surto global iniciado em 2022. Segundo a secretaria, Minas Gerais continua registrando casos esporádicos e controlados da doença, com monitoramento permanente do cenário epidemiológico.

O que é mpox e quais são os sintomas?

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas.

Entre os principais sintomas estão:

  • Febre;

  • Dor de cabeça;

  • Dores musculares e no corpo;

  • Calafrios;

  • Inchaço dos gânglios linfáticos, conhecido como ínguas;

  • Fraqueza;

  • Lesões na pele, que podem se apresentar como manchas, bolhas ou feridas.

As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo, incluindo rosto, mãos, pés, boca e regiões genital e anal.Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e informar se tiveram contato com alguém diagnosticado ou com suspeita da doença.

Como ocorre a transmissão?

O vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com lesões, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas. Também pode ocorrer contaminação pelo compartilhamento de objetos, como roupas, toalhas e roupas de cama, além do contato próximo e prolongado, inclusive com secreções respiratórias.

Para reduzir o risco de transmissão, as autoridades de saúde recomendam evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento durante o período de transmissão.

Tratamento e vacinação

De acordo com a SES-MG, o tratamento consiste em cuidados clínicos para aliviar os sintomas e prevenir complicações. A maioria dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados.

A vacinação é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam imunossupressão.

A estratégia também contempla profissionais de laboratório que trabalham em nível de biossegurança 2 e pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos, conforme os critérios estabelecidos pelas autoridades de saúde.




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Postado por Rafaela Melo, no dia 02/11/2026 - 09:17


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