Foto: reprodução redes sociais
O ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto e a namorada, Amanda Linhares Santos
O ex-delegado da Polícia Civil de Minas Gerais Geraldo do Amaral Toledo Neto, de 54 anos, condenado a 18 anos e nove meses de prisão pela morte da adolescente Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos, foi colocado em liberdade no dia 12 de setembro. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG). Toledo foi condenado em 2015, em Ouro Preto, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Segundo informações divulgadas pelas autoridades e pela imprensa à época, ele cumpriu cerca de 11 anos de prisão. Antes da soltura, estava no Presídio de Andradas, no Sul de Minas, e foi transferido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Contagem, onde permaneceu por dois dias até receber o alvará. O crime aconteceu em abril de 2013, na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas. Amanda, que mantinha um relacionamento com Toledo, foi atingida por um disparo na cabeça durante uma discussão. Ela foi encaminhada para atendimento médico e permaneceu internada por 50 dias em um hospital de Belo Horizonte, mas morreu em decorrência dos ferimentos. Na época, Toledo afirmou que a adolescente teria tentado tirar a própria vida. A versão foi contestada durante a investigação, e exames periciais não identificaram vestígios de pólvora nas mãos da jovem. Segundo informações da Polícia Civil, Amanda também havia registrado um boletim de ocorrência contra Toledo por agressão em março de 2013, cerca de um mês antes do crime.
Condenação em Ouro Preto
O julgamento ocorreu em 2015 e durou três dias. A sentença, proferida pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva, estabeleceu pena de 18 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual.
Ex-delegado também atuava como professor
Após a soltura, veio à tona que Geraldo Toledo era servidor efetivo da rede estadual de ensino de Minas Gerais. Segundo dados do Portal da Transparência e informações divulgadas pela imprensa, ele lecionava História na Escola Estadual Mendes de Oliveira, em Congonhal, no Sul de Minas, desde 2024. Nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que determinou o afastamento do professor e abriu processo administrativo para apurar possível irregularidade na documentação apresentada para a posse. A pasta também informou que a investigação vai verificar a situação funcional do servidor e sua atuação durante o período relacionado ao cumprimento da pena.
Demissão da Polícia Civil
Geraldo Toledo também foi exonerado da Polícia Civil em outubro de 2013, meses após a morte de Amanda. A demissão foi solicitada pela Corregedoria da corporação e aceita pelo então governador Antonio Anastasia. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil na época, a medida foi motivada por uma transgressão disciplinar considerada grave. O processo administrativo envolvia fatos ocorridos entre 2005 e 2007, quando Toledo era titular da Delegacia de Trânsito de Betim. As investigações apontaram irregularidades relacionadas ao registro e licenciamento de duas motocicletas com motores e chassis de procedência irregular.
Tags: Ouro Preto; ex-delegado Geraldo Toledo; crime em Ouro Preto; Polícia Civil de Minas Gerais; Justiça em Minas Gerais
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 23/09/2026 - 16:53