Para além das brincadeiras e carinhos, ter um pet envolve uma rotina de cuidados que começa desde a adaptação ao lar e acompanha todas as fases da vida do animal. Alimentação, vacinação, consultas, exames e outros cuidados preventivos para pets entram nessa conta, que também precisa caber no orçamento da família.
No Brasil, mais de 37 milhões de domicílios têm pets, segundo o Radar Pet 2023, conduzido pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).
Em contrapartida, mesmo que a maioria das famílias tenha algum animal de estimação, o custo pode limitar o acesso quando a pauta é o cuidado preventivo: a Pesquisa de Bem-Estar Animal, realizada pelo Instituto Locomotiva a pedido do Instituto Caramelo em 2025, mostrou que 56% dos tutores já deixaram de realizar algum cuidado com os bichanos por falta de dinheiro. No entanto, aos poucos, esse cenário vem mudando no Brasil.
O crescimento dos cuidados preventivos para pets no Brasil
A pesquisa "Como a adoção transforma vidas e desafia finanças", realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box em 2025, mostrou que 65% dos tutores estão dispostos a investir o que for preciso para manter seus animais saudáveis, enquanto 56% já gastam até R$ 300 por mês com os pets. O movimento também aparece na assistência veterinária, com novos investimentos em planos, clínicas e hospitais veterinários especializados.
Esse avanço é bastante importante, uma vez que consultas periódicas permitem acompanhar fatores como mudanças de peso, alimentação, comportamento e outros indicadores de saúde. Vacinas, exames e avaliações clínicas ajudam o médico-veterinário a identificar alterações antes que elas avancem e se tornem emergências.
O cenário também mostra como a ampliação dos cuidados com a saúde está ligada à maior longevidade dos pets. Um levantamento do Hospital Veterinário Sena Madureira, com 120 mil cães tratados desde os anos 1980, mostrou que a expectativa de vida dos pets praticamente dobrou em três décadas. A pesquisa associa esse aumento à maior proximidade entre animais e tutores, que favorece a identificação rápida de sintomas, além dos avanços da medicina veterinária, como vacinas e diferentes exames preventivos.
A importância da rotina veterinária para a saúde dos cães
Criar uma rotina de prevenção significa organizar os cuidados de acordo com a idade, o histórico e as características de cada animal. Para cães e gatos, isso envolve consultas periódicas, vacinação, acompanhamento do peso e da alimentação, avaliação odontológica e exames solicitados pelo médico-veterinário. Hemograma, exames de urina e avaliações das funções renal e hepática podem fazer parte do acompanhamento, especialmente conforme o animal envelhece ou apresenta fatores de risco. O controle de parasitas, como pulgas, carrapatos e vermes, também deve integrar essa rotina.
A vacinação é outro ponto central. Entre os cães, os protocolos podem incluir imunizantes contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa e leptospirose. Já para os gatos, podem ser indicadas vacinas contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose. Vale lembrar que a definição do protocolo depende da avaliação veterinária para cada animal.
Dessa forma, manter esses cuidados em dia permite distribuir os gastos ao longo do tempo e acompanhar a saúde do animal de maneira planejada. Isso ganha ainda mais relevância diante das dificuldades financeiras apontadas pela pesquisa "Como a adoção transforma vidas e desafia finanças"; o levantamento também mostrou que 69% dos entrevistados já recorreram a alternativas financeiras para lidar com despesas emergenciais com pets, enquanto 84% não possuem fundo de reserva ou plano veterinário para essas situações.
Planos de saúde animal também podem ser uma alternativa para algumas famílias, desde que a cobertura atenda às necessidades do pet e o custo seja compatível com o orçamento do tutor.
Proteção contínua e qualidade de vida para os animais
Esse planejamento, porém, não se limita às consultas e aos procedimentos realizados na clínica. Pulgas e carrapatos também fazem parte da agenda de prevenção. Além do incômodo causado pelas picadas, esses parasitas podem estar associados à transmissão de doenças e, em infestações, comprometer a saúde do animal. Por isso, o controle deve considerar o ambiente e a proteção do próprio pet, com medidas escolhidas de acordo com a espécie, idade e condições de saúde.
Para os cães, existem medicamentos de uso contínuo contra pulgas e carrapatos, administrados conforme a orientação do médico-veterinário. Entre as opções disponíveis está o Simparic, por exemplo, que pode ser utilizado no controle desses parasitas em cães quando indicado pelo profissional. Manter a proteção dentro do intervalo recomendado ajuda a evitar que o animal fique desprotegido entre uma administração e outra.
A atenção também precisa se estender ao ambiente. Lavar camas, mantas e outros locais frequentados pelo pet e manter a limpeza da casa são medidas que podem contribuir para o controle das infestações. Isso porque parte do ciclo das pulgas ocorre fora do animal, tornando o cuidado ambiental relevante para reduzir a presença desses parasitas.
Assim, quando consultas, vacinação, exames e controle parasitário entram na rotina, o tutor consegue acompanhar a saúde do animal de forma mais organizada e agir diante de alterações antes que elas resultem em quadros que demandem cuidados mais complexos. Para o pet, esse acompanhamento representa proteção ao longo das diferentes fases da vida e contribui para preservar seu bem-estar e sua qualidade de vida.
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