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Comunidade


Renda de trabalhadores com deficiência é 30% menor, aponta IBGE

Censo 2022 mostra diferença nos rendimentos e nível de ocupação é quase duas vezes menor entre pessoas com deficiência.



Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


Os dados fazem parte do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira, dia 18

O rendimento médio dos trabalhadores com deficiência foi de R$ 2.053 em 2022, equivalente a cerca de 70% do rendimento médio das pessoas sem deficiência, que chegou a R$ 2.890. Os dados fazem parte do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira, dia 18.

Segundo o pesquisador do IBGE João Hallak Neto, as pessoas com deficiência recebiam menos em todos os grupos de atividades econômicas. Além disso, estavam mais concentradas em setores com menores remunerações, como serviços domésticos, agropecuária e alojamento e alimentação. O setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais apresentava os maiores rendimentos. Nesse grupo, trabalhadores com deficiência recebiam, em média, R$ 3.223, enquanto o rendimento médio das pessoas sem deficiência era de R$ 4.146. Nos domicílios com moradores com deficiência, a renda do trabalho correspondia a 55,7% do rendimento médio total. Os outros 44,3% vinham de outras fontes. Nos domicílios sem pessoas com deficiência, a renda do trabalho representava 78,4% do total, enquanto 21,6% eram provenientes de outras fontes.

Nível de ocupação

O Censo 2022 também identificou uma diferença significativa na participação no mercado de trabalho. O nível de ocupação entre as pessoas com deficiência era de 29%, enquanto entre aquelas sem deficiência chegava a 55,8%. Entre os 13,71 milhões de pessoas com deficiência em idade de trabalhar, 3,97 milhões estavam ocupadas em 2022. O menor nível de ocupação foi registrado entre pessoas com dificuldades associadas a limitações nas funções mentais, com 12,9%. Também apresentaram índices inferiores à média aqueles com dificuldade para caminhar ou subir degraus, com 17,2%, e para pegar objetos pequenos, com 17,7%. Entre as pessoas com mais de uma dificuldade, o nível de ocupação era de 15,6%. Os maiores níveis de ocupação foram observados entre pessoas com dificuldade para enxergar, com 35,9%, e para ouvir, com 27,5%. O levantamento também apontou diferenças segundo sexo e cor ou raça. Entre as pessoas com deficiência, homens pretos ou pardos apresentaram nível de ocupação de 36%, enquanto entre homens brancos o índice foi de 34,6%. Entre as mulheres, o nível foi de 25,6% para pretas ou pardas e de 22,7% para brancas. Entre as pessoas sem deficiência, a tendência foi diferente, com nível de ocupação maior entre a população branca.

Fonte: Agência Brasil

Tags: pessoas com deficiência; Censo 2022 IBGE; mercado de trabalho; renda no Brasil; inclusão profissional

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 18/09/2026 - 19:20


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