Fotos: Divulgação
Lafaiete não possui um projeto que ofereça a mínima segurança de incentivo a quem se propõe a sustentar o esporte. Mesmo assim, a prática esportiva é um dos principais "produtos" de exportação da imagem e da visibilidade do município em Minas Gerais, no Brasil e no exterior.
A ausência de políticas públicas e de patrocínio é uma reclamação constante dos desportistas. O que se mantém vivo é fruto da dedicação das famílias, do trabalho de treinadores voluntários, da ajuda de amigos e do incentivo proporcionado pela divulgação, que nunca faltou. Quase sempre há alguém cumprindo esse papel, e o leitor acompanha regularmente, no Jornal CORREIO e na Rádio Cidade Lafaiete, os destaques das participações e conquistas de atletas da cidade nas mais diversas modalidades.
Até maio de 2026, o preparador físico e treinador licenciado pela Fifa, Celso Silva, integrava o PSM Makassar, da Indonésia. Nesta semana, ele assinou contrato com o Visakha, do Camboja, proposta escolhida entre 14 opções recebidas durante os 29 dias em que permaneceu em Lafaiete ao lado da família. Em 20 anos de carreira, Celso já trabalhou em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e em sete países asiáticos: China, Tailândia, Iraque, Coreia do Sul, Vietnã, Indonésia e, agora, Camboja, onde seu trabalho é amplamente reconhecido.
Gil Mineiro não sossega e segue colecionando títulos e classificações. Em plena Copa do Mundo, o meio-campista conquistou a Copa Espírito Santo — e foi eleito para a seleção da competição — defendendo o Rio Branco, de Venda Nova, que derrotou seu ex-clube, o Vitória/ES, por 1 a 0, garantindo vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027. O atleta tem o futebol reconhecido em diversos estados brasileiros, como Piauí, Pernambuco, Mato Grosso, Minas Gerais, Sergipe, Tocantins, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, onde conquistou títulos e realizou boas campanhas por seis equipes. Na época em que atuou pelo Náutico, recebeu carinhosamente o apelido de "Ensacadinho", por usar o calção na cintura alta e a camisa por dentro.
Felipe Morais é um "cria da Toca" e considerado uma das principais joias das categorias de base do Cruzeiro. Em razão do interesse constante de clubes do exterior, das convocações para as seleções brasileiras de base e do título da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026, seu passe foi avaliado em 100 milhões de euros pela diretoria cruzeirense. A carreira de Felipinho é acompanhada desde os nove anos, quando atuava por equipes de Lafaiete e foi aprovado em uma peneira do Corinthians. A família, porém, optou pelo Cruzeiro. Hoje, aos 17 anos, o atacante foi chamado pelo técnico Artur Jorge, ao lado de outros seis jovens da base, para um período de treinamentos com o elenco profissional.
No amistoso contra o Defensor, do Uruguai, realizado no dia 4, entrou no segundo tempo e, nos minutos finais, marcou um belo gol de fora da área, fechando o placar em 2 a 0. A atuação fez dele o jogador mais comentado no pós-jogo pelos principais veículos da capital. "A alegria é imensa de estar estreando com essa camisa, minha família toda no estádio, os jogadores que me receberam muito bem, ao Mister (Artur Jorge) por ter me dado a oportunidade. A alegria é inexplicável. Até brinquei com minha mãe um dia antes: imagina se eu faço um gol? Nem sei como vai ser minha reação. Vou ficar sem acreditar, vou começar a chorar. O Mister falou para eu fazer o que sempre fiz na base, e deu certo", destacou o estreante no time profissional.
Já Marcelle Cristina Moura e Souza Purri escolheu o vôlei como esporte desde muito cedo. "Aos 10 anos, meu pai (Marcelo 3/8) me apresentou o vôlei e ele é meu grande incentivador na vida esportiva. Ele me levou ao Bebeto Santos, que, na época, treinava uma equipe juvenil feminina e me ensinou os primeiros fundamentos. Aos 11 anos entrei na escolinha do Clube Carijós com a professora Heloísa, com quem aprendi a importância da disciplina no esporte. Entre os 14 e 16 anos, já com Regina Moraes e Serginho, fiz parte da equipe do Carijós e disputamos muitos campeonatos regionais e estaduais. Depois, meu pai foi meu técnico no JIMI e em vários campeonatos regionais. Cheguei à seleção de Lafaiete com Fabrício Santos e fomos campeãs do JIMI, além do terceiro lugar no Campeonato Mineiro. A vida seguiu e continuei disputando competições adultas e máster, sendo campeã e vice da Liga Mineira e das categorias 40+ e 45+ nos campeonatos de Saquarema (RJ) e na Copa Minas Tênis pela equipe Super-ball", resumiu Marcelle.
Marcelle também destacou algumas das conquistas que considera mais importantes da carreira: campeã do JIMI em 2014; terceiro lugar no Campeonato Mineiro Adulto em 2013 e 2014; campeã da Copa Minas Tênis 40+ em 2024; vice-campeã da Copa Master Saquarema 45+ em 2025; e, entre os dias 22 e 27 de maio deste ano, conquistou a medalha de bronze no USA Volleyball Adult Open National Championship, campeonato nacional aberto para adultos, realizado em Orlando, na Flórida, no Centro de Convenções do Condado de Orange.
São muitos os atletas que, pela competência, levam o nome de Lafaiete ao cenário nacional e internacional em diferentes modalidades esportivas. Os exemplos apresentados nesta reportagem representam apenas parte daqueles que divulgaram positivamente o município nos meses de maio e junho e que, por isso, recebem esta homenagem. (Amauri Machado)
Celso silva: carreira acompanhada desde a formatura; são 20 anos de atuação pelo mundo
Gil Mineiro: do Flor da Serra para o Brasil, acumulando títulos ao longo da trajetória
Felipe Morais: é no Cruzeiro que a joia segue brilhando
Marcelle Purri: apaixonada pelo vôlei desde a infância
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Postado por Maria Teresa, no dia 18/07/2026 - 18:28