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Região


Ouro Branco lidera região nos indicadores sociais, Congonhas avança e Lafaiete fica para trás

Levantamento avalia educação, inclusão, saúde, segurança e qualidade de vida em municípios do Alto Paraopeba



Foto: Divulgação/ Alemão Silva (Avelar sports)


Ouro Branco, impulsionada pela siderurgia, se destaca em educação e saúde

Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado na quarta-feira, dia 20, pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e parceiros, revelou cenários diferentes entre Ouro Branco, Congonhas e Conselheiro Lafaiete. O estudo mede a qualidade de vida nos 5.570 municípios do país com base em 57 indicadores sociais e ambientais, com notas de 0 a 100 e classificação nacional.

A metodologia considera áreas como saneamento, saúde, segurança, educação, acesso à informação, inclusão social, direitos individuais e meio ambiente, com foco nas condições reais da população, diferentemente de indicadores econômicos como o PIB.

Entre as cidades avaliadas, Ouro Branco obteve o melhor desempenho regional e aparece entre os destaques do país. Congonhas também mantém posição relevante em Minas Gerais. Já Conselheiro Lafaiete, embora acima das médias estadual e nacional, apresenta fragilidades em áreas estratégicas, especialmente inclusão social e ensino superior.

Ouro Branco registrou 70,20 pontos, ocupando a 29ª colocação nacional e a 3ª posição em Minas Gerais. O principal indicador de destaque foi o acesso ao ensino superior, com 65,72 pontos e 81º lugar no ranking nacional, liderando o comparativo regional. Congonhas marcou 59,93 pontos e ficou na 152ª posição, enquanto Lafaiete atingiu 38,16 pontos e apareceu em 1.310º lugar.

Em acesso à informação e comunicação, Ouro Branco alcançou 89,98 pontos e ficou na 140ª posição nacional, novamente à frente na região. Na área de saúde e bem-estar, o município também lidera entre os três, com 64,74 pontos e 348ª colocação no país. Apesar dos bons resultados, o levantamento aponta fragilidades sociais. Ouro Branco aparece em 2.828º lugar em inclusão social e em 2.429º em segurança pessoal, indicando desafios relacionados à desigualdade e proteção social.

Congonhas ocupa a segunda posição regional, com 68,40 pontos, ficando em 142º lugar no Brasil e 14º em Minas Gerais. Em moradia, Congonhas lidera o recorte regional com 96,77 pontos e 275º posição nacional. Ouro Branco surge logo atrás, com 96,08 pontos e 457º lugar, enquanto Lafaiete registra 94,15 pontos e aparece em 1.130º posição.

No eixo água e saneamento, Congonhas também lidera com 87,82 pontos e 718º lugar no país, seguida por Lafaiete (84,95 pontos) e Ouro Branco (83,06 pontos). Os números refletem influência da estrutura urbana e da atividade mineradora.

Em direitos individuais, Congonhas atinge 47,37 pontos e ocupa a 349º colocação nacional, à frente das demais cidades. Por outro lado, apresenta desempenho mais crítico em inclusão social, onde aparece em 5.195º lugar, além de segurança pessoal, na 3.006º posição no ranking brasileiro. Conselheiro Lafaiete soma 65,95 pontos no IPS 2026, ficando em 591º lugar no país e 84º em Minas Gerais. O município supera médias gerais, mas perde competitividade no recorte regional em alguns indicadores.

O melhor resultado de Lafaiete está na qualidade ambiental, com 69,09 pontos e 112º posição nacional, liderando o comparativo regional. Ouro Branco aparece em 445º lugar e Congonhas em 1.295º posição. Outro destaque é o indicador de liberdades individuais e de escolha, no qual Lafaiete alcança 62,44 pontos e 160º lugar no país, superando os vizinhos.

Entre os principais desafios está a inclusão social, onde o município aparece em 5.350º posição nacional, pior resultado entre os três. Na educação superior, Lafaiete registra 38,16 pontos, ficando distante de Ouro Branco e Congonhas. Em nutrição e cuidados básicos de saúde, ocupa a 3.323º posição no Brasil.

A comparação mostra como perfis econômicos distintos influenciam os resultados sociais. Ouro Branco, impulsionada pela siderurgia, se destaca em educação e saúde. Congonhas, com base mineral forte, lidera em infraestrutura urbana. Lafaiete, centro comercial e de serviços, tem melhor desempenho ambiental e em liberdades individuais, mas enfrenta limitações em inclusão e ensino superior.

O levantamento indica que crescimento econômico não garante equilíbrio social automático. Mesmo cidades com alta arrecadação ainda apresentam desigualdades em segurança, inclusão e acesso a oportunidades.

Indicador Ouro Branco Congonhas Conselheiro Lafaiete
Nota Geral IPS 70,20 68,40 65,95
Ranking Nacional 29º 142º 591º
Ranking em Minas Gerais 14º 84º
Moradia 96,08 (457º) 96,77 (275º) 94,15 (1.130º)
Saúde e Bem-estar 64,74 (348º) 61,04 (1.025º) 61,37 (955º)
Segurança Pessoal 68,24 (2.429º) 66,11 (3.006º) 68,67 (2.272º)
Nutrição e Cuidados Médicos Básicos 77,91 (1.493º) 77,82 (1.526º) 73,89 (3.323º)
Água e Saneamento 83,06 (1.254º) 87,82 (718º) 84,95 (1.019º)
Acesso ao Conhecimento Básico 76,64 (2.646º) 78,83 (1.975º) 78,60 (2.049º)
Acesso à Informação e Comunicação 89,98 (140º) 88,27 (218º) 88,97 (181º)
Qualidade do Meio Ambiente 64,72 (445º) 60,43 (1.295º) 69,09 (112º)
Direitos Individuais 35,69 (1.149º) 47,37 (349º) 34,80 (1.252º)
Liberdades Individuais e de Escolha 58,24 (803º) 56,78 (1.331º) 62,44 (160º)
Inclusão Social 61,31 (2.828º) 39,60 (5.195º) 36,34 (5.350º)
Acesso à Educação Superior 65,72 (81º) 59,93 (152º) 38,16 (1.310º)

IPS Brasil 2026 – Comparativo entre Ouro Branco, Congonhas e Conselheiro Lafaiete.




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Postado por Maria Teresa, no dia 07/06/2026 - 17:33


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