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Saúde


Menopausa: alimentação adequada pode aliviar sintomas e melhorar qualidade de vida

Especialista destaca como a nutrição funcional auxilia no equilíbrio hormonal, na redução da inflamação e no bem-estar físico e emocional da mulher



Foto: Divulgação


A nutricionista Amanda Oliveira destaca a importância da nutrição funcional no equilíbrio hormonal e na qualidade de vida das mulheres

A menopausa representa uma fase de profundas transformações no organismo feminino. A redução dos níveis de estrogênio provoca impactos no metabolismo, no sono, no humor, na saúde óssea e até na memória. Muitas mulheres passam a enfrentar sintomas como aumento da gordura abdominal, cansaço constante, ondas de calor, ansiedade, irritabilidade, insônia, baixa libido e dificuldade para emagrecer.

Além das mudanças hormonais, essa fase também pode provocar perda de massa muscular, flacidez, alterações intestinais e sensação de envelhecimento acelerado. Especialistas alertam que esses sinais não devem ser encarados apenas como consequências naturais da idade, mas como respostas do organismo a desequilíbrios hormonais, inflamações e deficiências nutricionais.

Segundo a nutricionista Amanda Oliveira, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, Fertilidade e Modulação Intestinal, a menopausa precisa ser compreendida de forma mais ampla e acolhedora. “A menopausa não deve ser encarada como sinônimo de sofrimento. Com estratégias nutricionais corretas, é possível reduzir sintomas, recuperar energia e melhorar significativamente a qualidade de vida da mulher”, destacou.

Nesse contexto, a nutrição funcional surge como uma importante aliada na promoção da saúde e da qualidade de vida. Estratégias alimentares específicas ajudam a modular sintomas, reduzir inflamações e melhorar o funcionamento do organismo de forma integrada.Entre as principais orientações está o controle da inflamação alimentar, com a redução do consumo de ultraprocessados, excesso de açúcar, álcool e alimentos inflamatórios. A medida pode contribuir para diminuir retenção de líquidos, dores, fadiga e ganho de peso.

“Muitas pacientes chegam ao consultório acreditando que o cansaço, a dificuldade para emagrecer e a insônia são apenas consequências da idade. Mas, muitas vezes, o corpo está sinalizando desequilíbrios hormonais, inflamações e deficiências nutricionais”, explicou Amanda Oliveira.Outro ponto importante é o aumento da ingestão de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas, vegetais, sementes e ervas naturais. Esses nutrientes ajudam no combate ao estresse oxidativo, processo que se intensifica durante a menopausa e acelera o envelhecimento celular.

As chamadas “gorduras boas”, presentes em alimentos como azeite, abacate, castanhas e peixes ricos em ômega-3, também desempenham papel fundamental na saúde hormonal, cardiovascular e cerebral, além de auxiliarem no controle da inflamação.“A alimentação tem papel fundamental nessa fase. Nutrientes antioxidantes, gorduras boas, proteínas e vitaminas específicas ajudam no funcionamento hormonal, na saúde óssea, muscular e emocional”, ressaltou a especialista.A preservação da massa muscular é outro desafio dessa fase. O consumo adequado de proteínas ajuda a evitar perda de força, lentidão metabólica e sarcopenia, condição caracterizada pela redução da massa muscular.

A alimentação também exerce influência direta na saúde óssea. Nutrientes como cálcio, magnésio, vitamina D, vitamina K2 e proteínas são essenciais para prevenir osteopenia, osteoporose e reduzir o risco de fraturas.Outro aspecto destacado pelos especialistas é a relação entre intestino e hormônios. Um intestino inflamado pode interferir no metabolismo hormonal e afetar humor, imunidade, absorção de nutrientes e até intensificar sintomas como ondas de calor.

“O intestino também merece atenção especial durante a menopausa. Quando há inflamação intestinal, o metabolismo hormonal pode ser prejudicado, impactando humor, imunidade e até as ondas de calor”, afirmou Amanda.Além disso, alguns nutrientes participam da produção de serotonina e melatonina, hormônios relacionados ao sono e ao equilíbrio emocional, ajudando no controle da ansiedade e na melhora da qualidade do descanso.

A nutrição funcional propõe um olhar mais amplo sobre a saúde feminina, considerando fatores como alimentação, metabolismo, sono, emoções e funcionamento intestinal. O objetivo não é apenas a perda de peso, mas a investigação das causas dos sintomas e a busca por equilíbrio e bem-estar.“A nutrição funcional busca entender a raiz dos sintomas. Não é apenas sobre emagrecimento, mas sobre devolver saúde, autoestima, disposição e bem-estar para a mulher”, enfatizou.

Especialistas reforçam que cuidar da saúde durante a menopausa vai muito além da estética. Trata-se de investir em qualidade de vida, autoestima, energia e longevidade. Com acompanhamento adequado e estratégias individualizadas, é possível atravessar essa fase com mais disposição, equilíbrio e saúde.“Cada organismo responde de uma forma. Por isso, a individualização do tratamento é essencial para que a paciente tenha resultados reais e sustentáveis”, concluiu Amanda Oliveira.

Serviço
Amanda Oliveira – Nutricionista
Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, Fertilidade e Modulação Intestinal
Contatos: (31) 3721-1007 | (31) 9 9799-8600 | (31) 9 9284-2063




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Postado por Rafaela Melo, no dia 23/05/2026 - 14:53


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