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Saúde


Alergia ou gripe? Especialista explica diferenças e alerta para riscos da automedicação no outono

Com a queda das temperaturas, aumentam os sintomas respiratórios e a importância do diagnóstico correto para evitar tratamentos inadequados



Foto: Divulgação


 

Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, aumentam os casos de sintomas respiratórios, como espirros, coriza e congestão nasal, o que costuma gerar dúvida: trata-se de alergia ou gripe? Apesar de semelhantes, as duas condições têm causas, evolução e tratamentos diferentes.

Segundo o médico otorrinolaringologista Gilberto Pizarro, do Hospital Paulista, compreender essa diferença é fundamental para um tratamento adequado e para evitar a automedicação. “A gripe é causada por vírus e geralmente vem acompanhada de febre, dor no corpo e mal-estar geral. Já a alergia é uma reação do organismo a agentes como poeira, ácaros ou mudanças climáticas, e dificilmente provoca febre”, explica o especialista.

Sintomas diferentes ajudam na identificação
De forma geral, a gripe surge de maneira mais intensa e repentina, com febre, dor muscular, cansaço e dor de garganta. Já a rinite alérgica apresenta sintomas mais localizados e persistentes, como espirros frequentes, coceira no nariz, olhos e garganta, além de coriza clara.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções respiratórias virais estão entre as principais causas de atendimento médico no mundo, principalmente em períodos mais frios. Já a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) aponta que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de doença alérgica, sendo a rinite uma das mais comuns.

Duração dos sintomas também é um indicativo
A gripe costuma evoluir e melhorar em cerca de 5 a 7 dias. Já as alergias podem persistir enquanto houver exposição ao agente causador. “Se os sintomas aparecem em situações específicas, como ambientes fechados ou com poeira, há forte indicação de quadro alérgico”, destaca o Dr. Pizarro.

Automedicação pode agravar o quadro
O uso de medicamentos sem orientação médica pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico correto. Segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é comum no Brasil em casos de sintomas respiratórios considerados leves.O especialista alerta que o uso inadequado de antialérgicos e descongestionantes pode trazer riscos à saúde.

Diagnóstico correto é essencial
A avaliação com um otorrinolaringologista é fundamental para identificar a origem dos sintomas e indicar o tratamento adequado. Além disso, o profissional pode orientar medidas preventivas, como higiene nasal, controle de poeira doméstica e melhora da qualidade do ar em ambientes fechados.
Especialistas também chamam atenção para a circulação da cepa H3N3 do vírus influenza, associada ao aumento de casos de gripe no país. A orientação é manter a vacinação atualizada como forma de proteção.

Fonte: Asessoria de comunicação do Hospital Paulista




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Postado por Rafaela Melo, no dia 02/05/2026 - 19:20


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