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Comunidade


Copasa vai repassar R$ 350 milhões a cidades em acordo para privatização

Com a medida, concessionária pública pretende avançar com a renovação de contratos de água e esgoto, etapa fundamental para a privatização



Foto: Divulgação/ Copasa



A Copasa vai antecipar cerca de R$ 350 milhões a municípios de Minas Gerais para avançar na renovação dos contratos de concessão de água e esgoto. A medida é considerada fundamental para o processo de privatização da companhia. O acordo foi firmado entre a empresa e a Associação Mineira dos Municípios (AMM) e oficializado em reunião realizada na na quinta-feira, dia 23, em Belo Horizonte.

Os recursos correspondem a uma antecipação de receitas que seriam repassadas mensalmente aos fundos municipais de saneamento entre setembro de 2026 e dezembro de 2028. Terão acesso aos valores as prefeituras que aderirem ao novo modelo contratual, que amplia o prazo de concessão até 2073. De acordo com a AMM, o montante pode ultrapassar os R$ 350 milhões, dependendo do número de municípios participantes. O pagamento será feito em duas parcelas: a primeira em outubro de 2026 e a segunda em março de 2027.

A estratégia busca incentivar a adesão dos municípios à padronização e extensão dos contratos, etapa que tende a valorizar a companhia e aumentar sua atratividade para investidores interessados na compra de ações. O acordo também prevê que municípios onde a Copasa passará a operar os serviços de esgotamento sanitário possam adiar a cobrança da nova tarifa até 2029, reduzindo o impacto financeiro para os consumidores.

Atualmente, a Copasa atende 636 municípios em Minas Gerais — sendo 309 com serviços de água e esgoto e 327 apenas com abastecimento de água. Segundo a AMM, ao menos 265 cidades já iniciaram negociações para renovação dos contratos.A companhia informou ainda que o tratamento regulatório da antecipação está em discussão com a agência reguladora. A medida não se aplica a Belo Horizonte, que teve contrato renovado separadamente.

Os repasses aos fundos municipais de saneamento influenciam diretamente a tarifa paga pelos consumidores. O valor, limitado a 4% da receita operacional líquida da companhia em cada município, é considerado custo do serviço e incluído no cálculo tarifário para evitar prejuízos à empresa.




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Postado por Rafaela Melo, no dia 27/04/2026 - 12:20


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