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A especialista chama atenção, ainda, para a saúde intestinal, considerada um dos pilares da imunidade
Dias mais curtos e menor exposição ao sol marcam a chegada do outono e também desencadeiam ajustes no organismo. E essa mudança de estação interfere na produção de hormônios, no metabolismo energético e até no comportamento alimentar: é o que afirma a nutricionista clínica Amanda Oliveira, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, Fertilidade e Modulação Intestinal.
“Com menos luz solar, a produção de vitamina D tende a diminuir. Esse nutriente é importante para o sistema imunológico, para a saúde óssea e para o equilíbrio metabólico. A redução da luminosidade também influencia a produção de melatonina, hormônio ligado ao sono, e pode alterar níveis de serotonina, neurotransmissor associado ao bem-estar e ao controle do apetite”, afirma a nutricionista.
Essas mudanças ajudam a explicar por que algumas pessoas relatam maior cansaço, alterações de humor e aumento da vontade por alimentos mais calóricos nesta época do ano. “O organismo passa a buscar mais energia e calor, o que naturalmente favorece o consumo de preparações quentes e mais densas do ponto de vista nutricional”, diz.
Conforme explica Amanda Oliveira, o fenômeno acompanha o próprio ritmo da natureza. No outono, plantas reduzem sua atividade e muitos organismos entram em fase de adaptação antes do inverno. O corpo humano, afirma, também responde a esse período de transição. Mas a boa notícia é que uma alimentação adequada pode ajudar nesse processo. Por isso, a nutricionista recomenda priorizar alimentos naturais e da safra, que costumam apresentar maior valor nutricional.
Entre as frutas típicas do período estão maçã, pera, caqui, kiwi, banana e tangerina. Entre os vegetais, destacam-se abóbora, batata-doce, inhame, mandioquinha, cenoura, beterraba, brócolis e couve: “Esses alimentos são ricos em fibras, vitaminas, minerais e compostos antioxidantes que contribuem para o fortalecimento do organismo. Preparações quentes, como sopas, caldos e legumes assados, também tendem a ganhar espaço na alimentação durante a estação”, acrescenta.
A especialista chama atenção, ainda, para a saúde intestinal, considerada um dos pilares da imunidade. “Grande parte das defesas do organismo está associada ao equilíbrio da microbiota intestinal”, afirma. Por isso, recomenda o consumo de fibras, vegetais variados e alimentos fermentados. Outro ponto destacado é a qualidade do sono. “Alimentos ricos em triptofano, como aveia, sementes e banana, podem favorecer a produção de serotonina e melatonina, hormônios ligados ao bem-estar e ao descanso”, conclui.
Serviço
Nutricionista Amanda Oliveira
Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva Funcional, Fertilidade e Modulação intestinal
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Postado por Rafaela Melo, no dia 21/03/2026 - 12:39