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Dengue em Lafaiete cai cerca de 90% após pico de 38,6 mil casos em 2024, mas Vigilância mantém alerta

Vigilância Epidemiológica reforça que o controle da dengue depende da participação da população, confira os números no final da matéria



Foto: Freepik



Depois de enfrentar um dos cenários mais críticos de dengue de sua história recente, em 2024, Lafaiete atravessou 2025 e iniciou 2026 com um quadro epidemiológico mais controlado. Dados da Vigilância Epidemiológica do município indicam uma redução estimada em cerca de 90% nos registros da doença, na comparação entre os casos prováveis contabilizados em 2024 e os casos confirmados em 2025. 

Em 2025, foram notificados 1.315 casos de dengue no município, dos quais 311 foram confirmados, sem registro de óbitos. O número representa uma queda expressiva em relação a 2024, quando Lafaiete registrou 38.645 casos prováveis, com 32 mortes confirmadas e outros dois óbitos em investigação, segundo dados do Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde.

Já em 2026, até a semana epidemiológica 05, o município contabilizou 88 casos prováveis da doença, com apenas duas confirmações. Para a gerente de Vigilância Epidemiológica, Ana Paula Belchior Pereira de Melo Souza, o cenário atual é mais favorável, embora ainda demande atenção contínua. “Até o momento, não há evidências de um novo surto de grandes proporções como o ocorrido em 2024”, afirma.

Tecnologia como aliada

Entre as estratégias adotadas pela prefeitura está o monitoramento aéreo por meio de veículos aéreos não tripulados (VANTs), operados por empresa especializada. A tecnologia permite identificar focos do mosquito em locais de difícil acesso, como lajes, caixas-d’água elevadas, calhas entupidas, piscinas sem tratamento e áreas com acúmulo de entulho.

“O uso dos drones possibilita mapear com precisão as áreas de maior risco epidemiológico, direcionando as equipes de campo para os pontos onde a intervenção é mais necessária”, explica Ana Paula. Segundo ela, a definição das áreas monitoradas leva em conta o índice de casos notificados por região e os dados coletados por ovitrampas, armadilhas utilizadas para identificar a presença de ovos do mosquito.

As imagens captadas em alta resolução indicam o endereço exato e o tipo de depósito onde há risco de proliferação do Aedes aegypti. A partir desse mapeamento, as equipes de combate a endemias realizam o tratamento dos focos, seja por remoção mecânica, seja pela aplicação de larvicidas. Em situações em que o acesso é inviável ou o morador não é localizado, o tratamento pode ser realizado por meio do próprio drone, conforme previsto na Resolução SES/MG nº 9.035/2023. “A tecnologia não substitui o trabalho de campo, mas soma às ações já existentes, tornando o enfrentamento mais ágil e eficaz”, destaca a gerente.

Além do monitoramento aéreo, o município mantém outras frentes de atuação, como a intensificação das visitas domiciliares, o acompanhamento contínuo de pontos estratégicos, a aplicação de fumacê em casos confirmados, mutirões de limpeza em bairros considerados críticos e ações educativas desenvolvidas em parceria com as equipes da Estratégia Saúde da Família.

Atualmente, 87 agentes de combate a endemias atuam em Lafaiete. Ainda assim, a Vigilância Epidemiológica reforça que o controle da dengue depende, principalmente, da participação da população. “O mosquito se prolifera, na maioria das vezes, dentro das residências. Dez minutos por semana para eliminar água parada fazem toda a diferença”, alerta Ana Paula.

Entre os problemas mais recorrentes identificados pelas equipes estão caixas-d’água destampadas, ralos abertos, calhas sujas, pratinhos de plantas com água acumulada e, em alguns casos, a recusa de moradores em permitir a entrada dos agentes.

Dengue em Lafaiete – números da epidemia recente

2024

  • 38.645 casos prováveis

  • 32 óbitos confirmados

  • 2 óbitos em investigação

2025

  • 1.315 casos notificados

  • 311 casos confirmados

  • Nenhum óbito registrado

2026 (até a semana epidemiológica 05)

  • 88 casos prováveis

  • 2 casos confirmados

Fonte: Ministério da Saúde.




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Postado por Maria Teresa, no dia 14/03/2026 - 17:20


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