Tempo em Lafaiete: Hoje: 31° - 14° Agora: 29° Sexta, 13 de Março de 2026
Comunidade


Mercado imobiliário: a relação entre mobilidade urbana e valorização do imóvel

A proximidade com eixos de transporte redefine o morar em grandes metrópoles e tem sido sinônimo de mais qualidade de vida



Foto: Daenin Arnee


Imóveis em bairros bem estruturados custam mais caro do que aqueles cuja infraestrutura é pouca

As cidades, principalmente as metrópoles, são como grandes organismos que não param de crescer. Junto do aumento populacional, há também o aumento nas demandas: empregos, serviços públicos e transporte estão entre as principais necessidades dos seus habitantes. Por conta disso, as cidades que possuem as melhores infraestruturas tendem a custar mais caro para seus moradores e esse preço é representado pelo custo de vida. Um dos principais eixos onde o custo de vida se faz sentir é em relação à moradia e o mercado imobiliário acaba sendo um termômetro da qualidade de vida de determinada região.

Eixos de transporte como fator de precificação

Imóveis em bairros bem estruturados custam mais caro do que aqueles cuja infraestrutura é pouca. Hoje, um dos pilares e sinônimo de boa estrutura é o que diz respeito ao transporte público. A mobilidade urbana tem sido encarada cada vez mais como um fator determinante para a qualidade de vida e, por isso, tem sido muito valorizada. O tempo de deslocamento da casa para o trabalho e vice-versa é um dos gargalos dos grandes centros urbanos. Bairros cujos eixos de transporte são mais escassos penalizam seus moradores com longas viagens e muitas horas passadas dentro de ônibus, trens e metrôs. Sendo assim, a proximidade com os principais modais tende a valorizar os imóveis.

Conceito de “morar bem” em São Paulo

“Morar bem” também passa a significar estar mais perto do trabalho ou, ao menos, chegar mais rápido em casa. Na prática, isso representa mais tempo livre para lazer, mais tempo com a família e menos esgotamento físico e mental ocasionado pelo transporte. Com isso em vista, a localização próxima às estações de metrô e ônibus tem atraído novos empreendimentos. Em São Paulo, por exemplo, foram 130 mil novos apartamentos lançados em um ano, segundo a empresa de consultoria Brain. Unidades de médio padrão e compactos representaram juntos quase metade das vendas, mesmo num cenário de crédito caro e de apartamentos menores quando comparados com os de antigamente. Diminuir o tamanho das unidades foi uma solução para manter o preço mais acessível. Afinal, o aumento no preço dos lançamentos em regiões centrais e próximas ao metrô e terminais acompanha uma lógica de mercado: a escassez de terrenos para construção. Com menos espaço para construir, o preço do metro quadrado sobe equilibrando o praticado no mercado.

Uma mudança importante foi a alteração feita no Plano Diretor da cidade, permitindo que apartamentos de até 30 m² não tenham vaga de garagem. Essas unidades geralmente estão localizadas próximas dos eixos de transporte e custam menos do que aquelas que possuem vaga. Essa é uma tendência de mercado que acompanha o maior uso dos modais. Sendo assim, é possível encontrar apartamentos na Vila Mariana e outras regiões que possuem a facilidade da boa localização. Somada a infraestrutura do bairro, é possível ter acesso ao transporte para diversas partes da cidade e desfrutar assim de tudo que ela e próprio bairro tem a oferecer, como lazer, parques, cultura, gastronomia e vida noturna.

 

 




Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 13/03/2026 - 07:20


Comente esta Notícia