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Comandante do Pelotão de Bombeiros detalha situação das chuvas em Lafaiete e orienta população

Segundo o 2º Tenente Bombeiro Militar André Barbosa, não há registros de deslizamentos ou enchentes até o momento



Foto: Arquivo Jornal CORREIO


Alagamento recente no bairro Jardim América

Em entrevista ao Jornal CORREIO, o comandante do 1º Pelotão Operacional de Bombeiros de Conselheiro Lafaiete, 2º Tenente Bombeiro Militar André Barbosa de Matos, detalhou a situação do município durante o período de chuvas intensas e reforçou orientações à população.

Segundo ele, não houve registros de ocorrências relacionadas a deslizamentos ou enchentes decorrentes das chuvas recentes e, até o momento, não foram identificados indícios de áreas com risco elevado de desabamento.

O comandante explica que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais adota planejamento estratégico baseado em matriz de níveis de alerta e mobilização. “Em condições normais ou com chuvas de baixa a moderada intensidade, o atendimento é realizado pelo 1º esforço, que corresponde ao serviço ordinário, ou seja, pelas guarnições de plantão”, informa.

Em caso de agravamento do cenário, com registros de alagamentos, deslizamentos ou desabamentos, há ampliação da capacidade de resposta por meio do 2º esforço, com o acionamento do Núcleo de Atenção às Chuvas (NAC). “Esse núcleo é composto por militares com capacitação específica para intervenções em desastres relacionados a eventos pluviométricos, além do reforço de efetivo administrativo”, completa.

Persistindo a necessidade, podem ser mobilizadas outras frações da corporação, mediante coordenação do Comando Operacional de Bombeiros (COB), que poderá acionar o Batalhão de Emergências Ambientais (BEMAD), além de todo o suporte logístico institucional. O comandante ressalta, ainda, a atuação integrada com órgãos parceiros, como a Defesa Civil e a Polícia Militar.

Orientações à população

Durante o período chuvoso, o Corpo de Bombeiros orienta que a população:

  • Evite áreas historicamente sujeitas a alagamentos e deslizamentos;

  • Redobre a atenção em áreas de encosta;

  • Observe sinais de movimentação do solo, como rachaduras em paredes e terrenos, portas e janelas que passam a emperrar, inclinação repentina de árvores ou rolamento de pequenas pedras.

Diante de qualquer indício de instabilidade, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Defesa Civil pelo 199 para avaliação técnica.

“Caso sejam percebidos estalos estruturais ou rachaduras significativas, a orientação é evacuar o imóvel preventivamente até que haja vistoria e liberação segura”, destaca. O comandante também alerta para comportamentos de risco evitáveis, como tentar atravessar enxurradas, alagamentos ou retornar a imóveis durante o pico da chuva para resgatar objetos pessoais. “Muitas ocorrências com vítimas decorrem de decisões precipitadas. A conduta segura é aguardar o nível da água baixar em local protegido”.

Estrutura e recursos

O Pelotão dispõe de estrutura operacional compatível com ocorrências relacionadas a chuvas intensas, incluindo:

  • Embarcações e motores de popa;

  • Ferramentas de sapa (enxadas, marretas, entre outros);

  • Equipamentos de corte e rompimento estrutural;

  • Cães de busca;

  • Câmeras térmicas.

Todo o material é empregado conforme a natureza da ocorrência.

O reforço operacional, segundo o comandante, já está previsto dentro da sistemática de escalonamento de esforços. A ampliação do efetivo e dos recursos ocorre de forma proporcional à evolução do cenário, conforme protocolos institucionais.

Há, ainda, contato permanente com as Defesas Civis dos municípios da área de articulação. Em Lafaiete, a Defesa Civil possui sala instalada no quartel do Corpo de Bombeiros, o que facilita a coordenação, o fluxo de informações e a atuação conjunta.

Medidas preventivas em áreas de encosta

Antes da chegada de chuvas fortes, algumas medidas podem reduzir riscos de acidentes e danos, especialmente em áreas de encosta:

  • Não construir em locais proibidos pela prefeitura;

  • Evitar cortes verticais de taludes (barrancos);

  • Não plantar bananeiras nas encostas, pois deixam a terra mais frágil; optar por plantas mais leves e de raízes profundas, como o bambu;

  • Não desmatar morros, já que o solo sem vegetação fica mais sujeito a deslizamentos;

  • Reforçar muros e paredes pouco confiáveis.




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Postado por Maria Teresa, no dia 25/02/2026 - 21:00


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