Foto: ONG Recanto do Animal/Divulgação
Cão comunitário Dalmo
Após quase seis anos de espera, a Justiça da Comarca de Ouro Branco, em Minas Gerais, condenou o homem acusado da morte do cão comunitário Dalmo. O caso, que chocou moradores e mobilizou defensores da causa animal, ocorreu em 7 de outubro de 2020, na rua Açonorte, no bairro Siderurgia. Dalmo teria sido atingido por disparos de uma arma de chumbinho.
Segundo relatos de vizinhos, Dalmo era carinhoso, dócil, castrado e contava com uma caminha e cuidados constantes da comunidade. O animal era querido por todos, que se envolviam em seu bem-estar e lamentaram profundamente sua morte. Durante o processo judicial, ficou comprovado que o disparo foi intencional. Testemunhas prestaram depoimentos, provas técnicas foram analisadas e a autoria do crime foi confirmada. A Justiça também constatou que não havia qualquer situação de perigo que justificasse a ação do acusado.
A sentença determinou que o réu cumpra 3 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, além de 114 dias-multa. Também ficou estabelecida a proibição de guarda de animais durante a pena, a prestação de serviços à comunidade — preferencialmente em entidades de proteção animal — e o pagamento de prestação pecuniária equivalente a dois salários mínimos. A decisão reforça que maus-tratos a animais são crimes graves e não podem ser tratados como infrações menores.
Para moradores e protetores de animais que acompanharam o caso, a condenação representa mais do que uma sentença: é um marco na luta contra a violência animal na região. Dalmo, mesmo sendo um cão comunitário, tinha nome, história e recebeu carinho de toda a vizinhança — e sua memória continua viva na comunidade.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 19/02/2026 - 21:27