Foto: Divulgação
Em 2016, André (quarto em pé, da direita para a esquerda) disputava pelo Atletique
Os campeonatos de base da Liga de Desportos de Conselheiro Lafaiete sempre proporcionaram a revelação de talentos para o futebol nacional e internacional. Essa é uma realidade que vem de longa data. O futebol de Lafaiete sempre produziu atletas para o cenário nacional e até internacional. Sem ir muito longe no tempo, há o exemplo do atual vice-prefeito Marcelo Assis, que vestiu a camisa do Cruzeiro e depois atuou por outras equipes mineiras, entre tantos outros. Em uma história mais recente, destaca-se Jonathan, nascido em Lafaiete e morador em Ouro Branco, campeão pelo Cruzeiro, com passagem pela Itália (Internazionale e Milan), retorno ao Brasil por Santos, Fluminense e Atlético/PR, além de convocações para as seleções brasileiras de base e principal.
Também fazem parte dessa trajetória Romeu Romão, lafaietense, nascido em Ouro Branco, formado na base do Cruzeiro e campeão em Malta, onde fixou residência; o atacante Cabeção, que saiu do Ferroviário para o futebol do interior paulista; Dudu Juvenal, que atuou pelo interior de São Paulo e teve passagens por Myanmar, Suíça e Bulgária; Ygor Vinícius, que se destacou no América e chegou ao futebol de Kosovo; Jean Vitor, outro lafaietense nascido em Ouro Branco, com destaque no Botafogo/RJ e passagens por Cruzeiro, Paraná, Boa Vista/RJ, atualmente no Volta Redonda/RJ; e Gil Mineiro, reconhecido no futebol mineiro, carioca, capixaba, piauiense, sergipano e pernambucano, onde hoje defende o Jaguar. Há ainda outros atletas que não se preocuparam com a divulgação de seus feitos.
Na atualidade, a safra mantém a qualidade. Alguns nomes estão espalhados pelas categorias de base de clubes de Minas Gerais e de outros estados. No Cruzeiro, dois atletas ganham grande evidência. Felipe Moraes, várias vezes campeão com o time da Toca, tem recebido convocações frequentes para a Seleção Brasileira de base. Outro nome produzido pelo futebol lafaietense é o ouro-branquense André Balbino Sampaio, que atuou por clubes das duas cidades em competições da Liga de Lafaiete e certames estaduais. Ele e Felipe Moraes (que conviveu com contusão) foram campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior, no bicampeonato do Cruzeiro.
Artilheiro desde 2016 nos campeonatos da LDCL (defendendo Ferroviário, Atletique, OBEC, Agremob e Palladium), André conciliou o futebol de campo com o futsal pelo 1º de Maio. Ele foi descoberto após se destacar em um campeonato metropolitano, quando marcou um gol que chamou a atenção e lhe deu a chance de se apresentar ao futsal do Cruzeiro, até se fixar na base do futebol de campo.
“Desde pequeno eu já disputava competições com atletas mais velhos aqui em Lafaiete, o que foi muito bom e me ajudou bastante. Aos 10 anos tive a oportunidade de marcar um gol no Metropolitano contra o Cruzeiro, fui convidado, aprovado no teste e larguei tudo. Tive que amadurecer muito rápido. Mudei para Belo Horizonte com meu pai, fiquei longe da minha mãe, distante dos amigos, perdi festas e muita coisa da minha infância, sem saber o que poderia acontecer. Mesmo assim, precisava seguir meu sonho, que tinha um propósito maior. Aos 13 anos recebi o patrocínio da Adidas, o que foi muito importante”, reconheceu André.
Porém, veio um momento de tristeza. “No começo do ano passado tive uma contusão que me deixou fora da Copinha e, por três meses, fora dos gramados. Com o trabalho do Departamento Médico do Cruzeiro, que é muito bom, consegui me recuperar. Fiz um bom ano e falei: ‘Este ano vai ser meu ano na Copinha’. Viajamos para Franca/SP e ficamos 25 dias entre jogos, treinos e muita concentração. O grupo era muito unido e contava com a torcida dos amigos de Ouro Branco e de Lafaiete, que mandavam mensagens.
Eu sentia que representava todos, a região inteira, e isso me deixava muito grato. Pensava naquele André que jogava aqui na região e nem imaginava que receberia tantas bênçãos de Deus. A ficha ainda não caiu: sou campeão da Copinha, a maior competição de base do Brasil e do mundo. A gente vira espelho para os moleques, mostrando que qualquer um pode chegar. Isso é só o começo. Meu sonho agora é jogar no profissional e ajudar as pessoas por meio do futebol.”
Com boas atuações, inclusive entrando no decorrer da decisão contra o São Paulo, vestindo a camisa 18, André Balbino comemorou sua contribuição para o título invicto do Cruzeiro na Copinha de 2026. Aos 19 anos, completados no dia 11 de maio, ele celebrou a conquista ao lado dos demais “Crias da Toca”, comandados pelo técnico Mairon Cesar. (Amauri Machado).
São Paulo se curvou ao Cruzeiro, do meia André Balbino, de Ouro Branco
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Postado por Rafaela Melo, no dia 17/02/2026 - 10:43