Foto: Arquivo Jornal CORREIO
O padre Paulo Gomes, da Paróquia de Santa Terezinha, reforçou que considera a revogação prejudicial para o município
Conforme noticiou com exclusividade o Jornal CORREIO em sua edição impressa, a revogação de uma lei municipal que, há quase cinco décadas, limita a instalação de bares e estabelecimentos similares nas proximidades de templos religiosos e hospitais enfrenta resistência política e social em Lafaiete. Apesar da aprovação em primeira votação e discussão na Câmara Municipal, a decisão final ainda é incerta. O projeto, de autoria do vereador João Paulo Fernandes Resende (PSD), recebeu três votos contrários — dos vereadores Angelino Cláudio Pimenta Neto, Pedro Américo de Almeida e Samuel Carlos de Souza — e ainda precisa passar por nova votação para ser sancionado definitivamente.
Mobilização das paróquias
Em reação à proposta, as nove paróquias do município uniram-se em um abaixo-assinado, realizado de forma impressa e on-line, em defesa da manutenção da legislação vigente. A mobilização evidencia a preocupação das comunidades religiosas, que consideram a revogação um retrocesso, ignorando décadas de segurança, direitos e convivência pacífica conquistados desde 1976.
Reuniões e posicionamentos
No dia 9 de fevereiro, o padre Paulo Gomes, da Paróquia de Santa Terezinha, informou que esteve na Câmara Municipal para dialogar com o autor do projeto. Na ocasião, o vereador teria se comprometido a retirar o texto de pauta sem consultar os demais parlamentares. Contudo, na reunião do dia 10 de fevereiro, o projeto permaneceu em discussão, contrariando o combinado. O religioso reforçou que considera a revogação prejudicial para o município e destacou que qualquer manifestação pública será precedida de diálogo interno entre as paróquias. “Tenho, sim, o desejo de me manifestar porque considero um retrocesso e um prejuízo a revogação dessa lei. Mas qualquer ação será precedida de debate coletivo entre os párocos”, afirmou.
A legislação vigente desde 1976 estabelece limites claros para o funcionamento de bares e similares próximos a igrejas e hospitais, protegendo a população e mantendo a ordem. A revogação transferiria a regulamentação para a Lei de Uso e Ocupação do Solo do município, considerada insuficiente pelos líderes religiosos para garantir o respeito às comunidades. Após o Carnaval, os vereadores devem se reunir novamente para deliberar sobre a aprovação final do projeto, que continua gerando debates acalorados entre parlamentares e representantes da Igreja. As paróquias incentivam os fiéis a aderirem ao abaixo-assinado e reforçam a importância de um posicionamento consciente da comunidade, garantindo que decisões que impactam diretamente a vida urbana e a convivência social sejam tomadas com diálogo, responsabilidade e transparência.
Tags: Conselheiro Lafaiete, Projeto de Lei 133/2025, Igreja Católica, Paróquias, Bares e Hospitais, Segurança Pública, Direito e Cidadania, Participação Popular, Lei Municipal, Cultura Religiosa
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Postado por Rafaela Melo, no dia 16/02/2026 - 17:29