Tempo em Lafaiete: Hoje: 31° - 14° Agora: 29° Sexta, 06 de Março de 2026
Opinião


Editorial: a instabilidade climática manda seus avisos com frequência



Foto: Freepik



Há cerca de 20 dias, mais precisamente no início de janeiro, o Brasil e os países da América do Sul viveram dias de calor intenso, quando as temperaturas bateram sucessivos recordes históricos. Muitas pessoas chegaram a relatar que jamais sentiram calor parecido na vida e clamaram por dias frios e chuvas. O hemisfério norte, por sua vez, enfrenta nevascas gigantescas e temperaturas assustadoras de até 38º graus negativos.

A despeito de tantos sinais sendo enviados simultaneamente e cada vez mais fortes, chama a atenção, por outro lado, o grande número de céticos ambientais, os chamados negacionistas do clima. São pessoas que, por mais que a instabilidade climática mande recados, continuam achando que o aquecimento global não existe e que tudo é invenção da grande mídia, para ocultar interesses escusos.
Ora bolas, a COP 30, realizada em novembro, em Belém do Pará, não conseguiu tirar uma pauta sequer de mudanças. Com isso, a matriz energética com base nos combustíveis fósseis não entrou em pauta e o uso do petróleo ainda levará décadas. Essa opção reforça o efeito estufa que, por sua vez, leva ao aquecimento dos oceanos, derretimentos das geleiras, formação de ciclones, enchentes e um calor e frio infernais.

Com tantas ações contrárias, o clima se desequilibra, provocando fenômenos de grandes proporções. Enquanto em algumas regiões, as chuvas são cada vez mais torrenciais, em outras, a seca é inclemente e chega a níveis jamais vistos. O Iran é um exemplo clássico dessa situação. Atualmente, esse país da Ásia enfrenta umas das piores secas de sua história e já não há mais o que fazer, pois até a água subterrânea também secou. O perigo é essa situação se espalhar para o resto do mundo em pouco tempo.

Para espanto até mesmo do mais indiferente dos jacarés, o mundo e as autoridades ainda não se convenceram, infelizmente, que os governos não estão sendo capazes de implementar campanhas de conscientização. Essas ações deveriam começar nas casas, passar pelas escolas e atingir o cidadão adulto nas empresas, para mudar o quadro a partir de agora e, talvez, salvar o mundo do desastre da falta de água, o bem mais precioso da vida humana.




Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383


Postado por Rafaela Melo, no dia 08/02/2026 - 12:22


Comente esta Notícia