Foto: Divulgação
Levantamento divulgado no início do ano pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre o período do Natal e Ano Novo, revelou um aumento significativo de mortes nas rodovias federais em relação a 2024, sobretudo em razão das batidas frontais, ocasionadas quase sempre por ultrapassagens indevidas e imprudência ao volante. Esses números são ainda maiores se levarmos em consideração os acidentes registrados nas MGs, as rodovias estaduais, que não fazem parte do relatório.
Mesmo sabendo que muitas rodovias estão precárias e com vários problemas, a maioria esmagadora dos sinistros, segundo a PRF, é causada pela falha e imprudência humana. É como se o Brasil enfrentasse uma guerra eterna nas estradas. São acidentes, mais acidentes e mortes todos os dias, em toda parte do país. Minas acaba superando todas as médias trágicas, pois tem a maior malha rodoviária do país – por sua localização estratégica – e é cortada por quase todas as BRs federais. Isso acaba impactando nos números finais.
Mais do que políticas públicas para conter essa carnificina, é preciso que o combate a esse drama diário de nossas estradas passe, necessariamente, pelo compromisso coletivo. Os choferes precisam estar cientes de suas responsabilidades no trânsito e no que isso mexe com a estrutura do estado (Sus, hospitais, corpo de bombeiros, socorristas, seguradoras, etc.) e principalmente para evitar esse grande número de mortes, muitas das quais de inocentes, que planejaram suas viagens, fizeram revisão nos seus carros, mas acabaram vitimas de motoristas irresponsáveis.
Em 2026 teremos eleições gerais e é fundamental que o eleitor comece, desde já, a cobrar os candidatos o compromisso de ajudar a reduzir a carnificina nas estradas, com campanhas educativas, o fim da impunidade no trânsito e medidas que ajudem a dar mais segurança para quem, de fato, faz a sua parte nessa engrenagem. Que os bons ventos comecem a soprar positivamente para o lado das BRs e Mgs.
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Postado por Maria Teresa, no dia 26/01/2026 - 16:38