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Consumo de água cresce 30% no verão e pressiona sistema de abastecimento em Lafaiete

Aumento da demanda desde o fim de dezembro de 2025 provoca oscilações nos reservatórios, mas sistema segue operando dentro dos parâmetros técnicos, segundo a Copasa



Foto: Rafaela Melo


O sistema de abastecimento do município é dimensionado para atender uma população estimada em 135 mil habitantes, segundo o gerente

Impulsionado pelas altas temperaturas, o consumo de água em Lafaiete aumentou cerca de 30% desde o fim de dezembro de 2025, segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O crescimento elevou a pressão sobre o sistema de abastecimento, provocando oscilações mais rápidas nos níveis dos reservatórios. “Esse aumento expressivo da demanda está diretamente associado ao período de calor intenso e exige ajustes operacionais mais frequentes para manter o equilíbrio do sistema”, afirmou Alexandre Roberto Silva, engenheiro eletricista especialista em saneamento e gerente regional da Copasa. “As variações nos níveis dos reservatórios passaram a ocorrer em intervalos menores, mas seguem dentro dos padrões técnicos de segurança.”

Segundo Alexandre Roberto Silva, o sistema de abastecimento do município é dimensionado para atender, de forma contínua e segura, uma população estimada em 135 mil habitantes. “Atualmente, os mananciais dos ribeirões Bananeiras e Almeidas produzem cerca de 28,5 milhões de litros de água por dia. A infraestrutura permite entregar até 210 litros por habitante/dia, acima do consumo médio de referência da Copasa, que é de 150 litros”, explicou. Para reforçar a segurança hídrica e acompanhar o crescimento da demanda, a Copasa mantém investimentos estruturantes no município. “A principal obra em andamento é a nova captação do Alto da Varginha, com investimento de R$ 7 milhões, que vai ampliar em cerca de 40% a capacidade atual de oferta de água”, disse.

De acordo com o gerente regional, a companhia também investiu R$ 3,8 milhões na modernização da elevatória da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Ribeirão Almeida, além de R$ 13 milhões, entre 2024 e 2025, em ações de redução de perdas, como substituição de tubulações, pressurização e sistemas de monitoramento remoto. “Essas medidas permitem maior eficiência operacional e resposta mais rápida a eventuais vazamentos”, afirmou. Alexandre Roberto Silva destacou ainda os investimentos em preservação ambiental. “Desde 2017, aplicamos R$ 1,5 milhão no programa Pró Mananciais, na bacia do Ribeirão Almeida, além de R$ 3 milhões destinados em 2025 a manutenções e melhorias contínuas do sistema”, disse.

Em situações de interrupção no abastecimento, seja por manutenção, estiagem ou picos extremos de consumo, a Copasa adota protocolos emergenciais. “A comunicação à população é imediata, realizamos manobras operacionais na rede e disponibilizamos caminhões-pipa para clientes prioritários e serviços essenciais”, afirmou. Segundo a companhia, apesar da pressão sazonal provocada pelo verão, o sistema segue operando dentro dos parâmetros técnicos e com capacidade para atender a demanda atual do município.

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 24/01/2026 - 12:20


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