Foto: Jeane de Oliveira/ FDR
O ano de 2026 começa com uma mudança histórica no Imposto de Renda e um alívio direto no bolso de milhões de brasileiros. O governo federal oficializou a ampliação da faixa de isenção do IR, passando a beneficiar trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. A medida já está em vigor para os salários pagos a partir de janeiro de 2026, mas ainda causa dúvidas, principalmente em relação à declaração do Imposto de Renda que será feita nos próximos meses.
Quem está isento do Imposto de Renda em 2026?
A principal mudança é a nova faixa de isenção mensal. Veja como fica:
Isenção total: trabalhadores que recebem até R$ 5.000,00 brutos por mês não terão mais o Imposto de Renda descontado na fonte, ou seja, no contracheque.
Desconto parcial: quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00 passa a ter um desconto reduzido, evitando que pequenos reajustes salariais resultem em cobrança elevada de imposto.
Aposentados e pensionistas: a regra também vale para beneficiários do INSS, mantendo o novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, fora da tributação.
Atenção: declaração do IR em 2026 ainda segue regras antigas
Apesar da ampliação da isenção já valer para os salários pagos em 2026, é importante atenção a um detalhe que costuma gerar confusão entre os contribuintes.
O que muda agora: o imposto que deixa de ser descontado mensalmente ao longo de 2026.
Declaração de março e abril: quando o contribuinte for declarar o Imposto de Renda em 2026, as regras ainda serão referentes ao ano-base 2025.
Na prática, isso significa que, na declaração deste ano, a isenção ainda vale para quem recebeu até dois salários mínimos em 2025, o equivalente a R$ 2.824,00. A nova faixa de isenção de R$ 5 mil mensais só será sentida na declaração anual de 2027, referente ao ano-base 2026.
Como fica a tributação para quem ganha mais?
Para trabalhadores que recebem acima de R$ 7.350,00 por mês, a tabela progressiva do Imposto de Renda permanece a mesma, com alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%. Segundo o governo federal, a proposta busca aliviar a carga tributária da classe média baixa, mantendo a arrecadação sobre rendas mais altas e introduzindo novas regras de tributação para quem recebe acima de R$ 50 mil mensais.
Fonte: FDR
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Postado por Rafaela Melo, no dia 04/01/2026 - 11:49