Foto: divulgação Corpo de Bombeiros
O afogamento é um risco silencioso, especialmente durante períodos de calor, férias e chuvas, quando aumenta o número de banhos em piscinas, rios, lagos e cachoeiras. Seguir medidas simples de prevenção pode evitar acidentes graves e salvar vidas. Em qualquer emergência, a recomendação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
O que é o afogamento
O afogamento ocorre quando há aspiração de líquido pelas vias aéreas, devido à imersão ou submersão. A gravidade depende do tempo submerso e da quantidade de líquido aspirado. O acidente pode acontecer por falta de habilidade para nadar, incapacidade de flutuação, mal súbito ou trauma prévio.
Segundo dados, do Corpo de Bombeiros, o afogamento é a terceira principal causa de morte no mundo entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. No Brasil, a maioria dos casos ocorre em águas doces — rios, lagos e cachoeiras. Já em piscinas residenciais, as principais vítimas são crianças de 1 a 9 anos.
Como prevenir afogamentos
A prevenção deve considerar os públicos mais vulneráveis e os ambientes com maior risco de ocorrência.
Restrinja o acesso de crianças a piscinas, principalmente quando não estiverem em uso.
Supervisione constantemente, independente da profundidade.
Evite distrações e mantenha-se próximo, inclusive em banheiras.
Prefira coletes salva-vidas ou boias de espuma; boias infláveis sozinhas não garantem segurança.
Dê preferência a piscinas com guarda-vidas.
Identifique ralos de fundo e o botão de emergência antissucção, se houver.
Evite brincadeiras de risco.
Conheça a profundidade da piscina e avalie seus limites.
Não nade sozinho.
Atenção a recipientes com água, como baldes, tanques, sanitários e cisternas.
Em rios e lagos
Prefira áreas com guarda-vidas.
Respeite sinalizações e orientações de segurança.
Evite nadar em rios com correnteza; use colete salva-vidas em embarcações.
Verifique condutor habilitado, lotação e condições da embarcação.
Mantenha a água no máximo na altura da cintura.
Não entre na água após álcool ou medicação que altere a coordenação.
Evite refeições pesadas antes do banho.
Respeite seus limites físicos e técnicos.
Em perigo, mantenha a calma, flutue e acene por socorro; não nade contra a correnteza.
Em cachoeiras
Nunca salte de locais altos sem conhecer profundidade e fundo.
Cuidado com o limo nas pedras, que causa escorregões.
Evite brincadeiras arriscadas e não mergulhe de cabeça.
Não entre na água após álcool ou medicamentos.
Evite refeições pesadas antes do banho.
Fique atento a animais peçonhentos.
Cabeças d’água
As cabeças d’água ocorrem por chuvas intensas nas cabeceiras de rios, aumentando rapidamente o volume de água e colocando banhistas em risco.
Acompanhe a previsão do tempo.
Evite cachoeiras se houver risco de chuva à montante.
Procure locais altos e afastados do leito do rio em caso de chuva.
Cuidados gerais
Nunca subestime os riscos.
A vida é o bem mais precioso.
Evite se colocar em perigo para ajudar outra pessoa; use apenas objetos flutuantes, cordas ou galhos sem contato direto.
Redobre atenção com crianças, idosos e pessoas com limitações físicas.
Evite distrações como celular.
Divirta-se com segurança.
Em caso de emergência, ligue 193 – Corpo de Bombeiros.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 25/12/2025 - 16:48