Foto: Prefeitura de Congonhas/Daniel Silva
Neste domingo, a Comunidade Quilombola Santa Quitéria recebe o 3º Encontro da Folia de Santa Quitéria e Menino Jesus
Congonhas viveu uma semana marcada pela valorização da memória, da cultura afro-brasileira e da ancestralidade durante a 5ª Semana da Consciência Negra: Africanidades, que se encerra neste domingo, dia 23. A programação reuniu encontros, debates, manifestações tradicionais, música, arte e ações comunitárias em diversos pontos da cidade.
As atividades começaram com a tradicional Festa Dança de Langra, no Alto Maranhão, reafirmando o vínculo da comunidade com suas raízes. A programação seguiu com corrida e confraternização na Casa da Igualdade Racial, embaladas pelo show de Jean Lucas. No Quilombo Campinho, a semana contou com ações solidárias, feira, vivências infantis e oficinas de tranças e cortes de cabelo. As atividades reforçaram a importância da tradição quilombola e a preservação dos saberes transmitidos entre gerações.
Nas escolas municipais, oficinas e atividades lúdicas aproximaram as crianças da cultura de matriz africana, incentivando conhecimento e respeito à diversidade desde cedo. Rodas de conversa foram realizadas ao longo da semana, incluindo a participação do comunicador Manoel Soares, que contribuiu com reflexões sobre identidade, representatividade e enfrentamento ao racismo.
A inauguração da Casa da Igualdade Racial e o lançamento do Selo Congonhas Antirracista foram momentos marcantes. A cerimônia contou com apresentação do projeto Garoto Cidadão e show de Arlindinho. O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi marcado por cortejo cultural e pelo tradicional Desfile Beleza Negra, que reuniu comunidade, artistas e coletivos locais.
O palco recebeu apresentações de Tom Nascimento, com o espetáculo Mossamba, além de Goducho, Radicais do Samba, Beisamba, Dadim, Banda Axtral, Junto & Misturado e Luccas, que movimentaram as noites seguintes.Neste domingo, a Comunidade Quilombola Santa Quitéria recebe o 3º Encontro da Folia de Santa Quitéria e Menino Jesus, reunindo 17 folias de cidades da região em um momento de devoção e celebração. Os organizadores, Paulo Soares e dona Eli Pereira, ressaltam que a manifestação existe há mais de 70 anos e continua viva graças à dedicação da comunidade.
O recente reconhecimento oficial da comunidade Santa Quitéria como quilombola, realizado pela Fundação Cultural Palmares, foi lembrado como um marco para a região. A certificação abrange cerca de 80 famílias, reforçando direitos territoriais, legitimando a ancestralidade do grupo e garantindo acesso a políticas públicas específicas.
Segundo o IBGE, Minas Gerais abriga mais de 135 mil quilombolas, integrando a lista nacional que ultrapassa 4 mil comunidades certificadas. Aos 77 anos, seu Paulo reafirma o pertencimento ao território: “Todo mundo aqui é descendente de escravos. Ser reconhecido como quilombola fortalece nossa identidade. Eu nasci e me criei aqui. A gente não quer sair daqui. Esse é o nosso lugar.”
Programação final deste domingo na Estação Ferroviária
15h – Oficina de grafite – UCR (União das Culturas de Rua)
18h – Oficina de passinho – UCR (União das Culturas de Rua)
19h às 22h – Baile Charme da UCR, com DJs Juruna Grandmaster e Hazzor
Tag: Consciência Negra; Congonhas; Semana da Consciência Negra; Cultura Afro-brasileira; Quilombo Campinho; Santa Quitéria; Cultura em Congonhas; Diversidade; Identidade Quilombola; Eventos em Congonhas; Dia da Consciência Negra.
Por Secretaria de Comunicação/Prefeitura de Congonhas
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Postado por Rafaela Melo, no dia 23/11/2025 - 13:15