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Comunidade


Lafaiete e Ouro Branco têm renda acima da média, mas desigualdade persiste na região



Foto: Arquivo Jornal CORREIO



O mais recente levantamento do IBGE sobre Trabalho e Rendimento, parte do Censo 2022, revela um retrato de contrastes na região. Enquanto municípios como Ouro Branco e Lafaiete figuram entre os que têm rendimento domiciliar per capita acima da média nacional (R$ 1.638,06), os outros 18 estão abaixo e, entre eles, seis enfrentam índices baixos, próximos ou abaixo de R$ 1.000 por pessoa. Os dados ajudam a compreender a dinâmica de um território que concentra polos industriais de peso, mas também comunidades com baixa diversificação econômica e produtividade limitada.

Rendimento domiciliar per capita (Microrregião de Lafaiete)
Censo 2022 – IBGE  (valores em R$)

Panorama regional

No Alto Paraopeba, Ouro Branco e Lafaiete destoam positivamente. Com rendas domiciliares médias de R$ 1.833,06 e R$ 1.650,12, respectivamente, ambas superam a média nacional. O resultado é reflexo da presença industrial e do setor de serviços. Em Ouro Branco, a siderurgia impulsiona empregos formais e movimenta o comércio regional. Em Lafaiete, o comércio e os serviços sustentam um mercado de trabalho diversificado, embora mais sensível às oscilações da economia. A cidade também é responsável por boa parte da força de trabalho da siderurgia e mineração em Ouro Branco e Congonhas.

Na Cidade dos Profetas, aliás, Congonhas, a mineração mantém a renda per capita em R$ 1.419,41, ligeiramente abaixo da média nacional, mas ainda superior à observada em 15 dos municípios vizinhos. São Brás do Suaçuí (R$ 1.526,19) e Queluzito (R$ 1.420,97) completam o grupo de melhores desempenhos locais. Nos extremos da microrregião, a realidade é outra. Municípios como Catas Altas da Noruega (R$ 911,77), Santana dos Montes (R$ 938,09) e Senhora de Oliveira (R$ 885,56) apresentam rendimentos equivalentes aos de estados nordestinos, reflexo da baixa diversificação econômica e forte dependência de transferências públicas. Essas cidades ainda vivem de empregos públicos, agricultura familiar e benefícios sociais, o que restringe a geração de renda e o consumo local.

 




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Postado por Maria Teresa, no dia 15/11/2025 - 13:09


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