Foto: Arquivo Jornal CORREIO
O vereador Nivaldo José de Paiva (Iapa), do município de Senhora de Oliveira, divulgou uma nota de esclarecimento após ter sido condenado pela Justiça de Minas Gerais por envolvimento em um esquema de corrupção relacionado à cobrança irregular de cirurgias custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na manifestação, o parlamentar afirma que as informações divulgadas nas redes sociais são “baseadas em inverdades” e que têm o intuito de prejudicar sua imagem e trajetória pública. Ele garante que desconhecia o fato de o médico envolvido no caso receber valores do SUS para a realização dos procedimentos e diz que sua intenção sempre foi ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade.“Minha única intenção sempre foi ajudar pessoas que não possuíam condições financeiras de custear determinados tratamentos, acreditando tratar-se de procedimentos com preços mais acessíveis, como forma de apoio e solidariedade”, declarou.
Nivaldo destacou ainda seus quatro mandatos como vereador, afirmando que sempre atuou com ética, legalidade e compromisso com o bem comum.“Reafirmo minha confiança de que a verdade e a justiça prevalecerão, restabelecendo minha honra e o respeito que sempre pautaram minha vida pública e pessoal”, completou.A sentença, proferida pelo juiz Paulo Roberto Caixeta, da 1ª Vara Criminal de Conselheiro Lafaiete, classificou o caso como um ato “desumano e abusivo” contra pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com as investigações, o vereador e o médico Allex Ruas Fernandes cobravam valores de pacientes atendidos pelo SUS. Em um dos episódios citados no processo, o parlamentar chegou a negociar um “desconto” em uma cirurgia de vesícula, reduzindo o valor de R$ 2.500 para R$ 2.300.O Ministério Público e a Polícia Civil apontaram que as vítimas eram, em sua maioria, idosas e residentes em áreas rurais, exploradas diante da urgência de seus quadros clínicos. Segundo os depoimentos, o médico exigia pagamento em dinheiro, sem recibos, e ameaçava não realizar o procedimento caso o valor não fosse entregue.
O magistrado ressaltou que as condutas configuram corrupção e abuso de poder, uma vez que o atendimento pelo SUS é um direito constitucional.O médico foi condenado por corrupção passiva, enquanto o vereador respondeu por corrupção ativa. Ambos poderão recorrer da sentença em liberdade.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 24/10/2025 - 11:28