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Região


Congonhas recebe festival que une arte, cultura e acessibilidade

Evento itinerante trouxe atividades adaptadas para crianças atípicas, neurodivergentes e com deficiência, com oficinas de música, culinária e experiências sensoriais.



Foto: divulgação Prefeitura de Congonhas


De sexta a domingo, o evento ocupou o Museu de Congonhas, o Teatro Dom Silvério e a Romaria

O fim de semana em Congonhas foi marcado por diversão, cultura e inclusão com a primeira edição itinerante do Festival Palácio Para Todos. De sexta a domingo, o evento ocupou o Museu de Congonhas, o Teatro Dom Silvério e a Romaria, oferecendo atividades adaptadas para crianças atípicas, neurodivergentes e com deficiência. Na sexta-feira, a abertura contou com a exposição Tocar e Sentir, de Eni D’ Carvalho, apresentando obras táteis já exibidas em Nova York, incluindo a sede da ONU. No sábado, o FIOTIM – Museu em Movimento trouxe arte, circo e parque de diversões para crianças de todas as idades. Palhaços e malabaristas animaram o público, enquanto no Teatro Dom Silvério, Geraldo Magela apresentou o stand-up Ceguinho é a Mãe, abordando com humor o cotidiano de pessoas com deficiência visual e estimulando a empatia do público. O domingo foi totalmente dedicado às crianças, com atividades culturais e educativas na Romaria, todas com recursos de acessibilidade. Oficinas de musicoterapia, culinária e experiências sensoriais contaram com profissionais especializados em atendimento a crianças atípicas e com deficiência. Segundo Fernanda Souza Ferreira, mãe de Lara Vitória, de 6 anos, autista: “Foi muito bom proporcionar esse momento de alegria e diversão para as crianças, com apoio de profissionais que sabem acolher nossos filhos.”

A oficina sensorial conduzida por Aline Coelho, terapeuta ocupacional especialista em integração sensorial, reuniu cerca de 50 crianças e ofereceu atividades lúdicas para estimular os sentidos de forma prazerosa e inclusiva. Já a oficina de culinária, liderada por Virginia Machado, nutricionista especialista em seletividade alimentar, permitiu que as crianças experimentassem alimentos diferentes, despertando o interesse e a curiosidade de forma inclusiva.

A musicoterapia, conduzida por Josiane Dutra, professora da Apae, permitiu que as crianças explorassem instrumentos musicais, estimulando a fala, a concentração e a socialização, reforçando o papel da música no desenvolvimento cognitivo e emocional. De acordo com Frederico Torres, produtor cultural da Cultura Criativa, idealizador do festival e pai de um menino autista, o projeto surgiu para preencher uma lacuna de acessibilidade em eventos culturais infantis, promovendo inclusão não apenas do público, mas também de artistas com deficiência. O festival também contou com a participação do FIOTIM – Museu em Movimento, intervenção urbana itinerante que mistura artes visuais, teatro, circo e literatura popular, proporcionando experiência artística e reflexão sobre acessibilidade estrutural e social.

A primeira edição do Festival Palácio Para Todos Itinerante foi apoiada pela Prefeitura de Congonhas, patrocinada pela Cemig via Lei Estadual de Incentivo à Cultura e realizada pela Cultura Criativa e Governo de Minas Gerais. Congonhas mostrou que, quando a cultura é acessível, torna-se um espaço de encontro, acolhimento e pertencimento, permitindo que todas as crianças vivam plenamente a magia de ser criança.

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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 15/10/2025 - 13:22


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