Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites claros para o uso de telas
Em tempos de celulares, tablets e redes sociais, a infância vem sendo moldada por rotinas hiperconectadas. O excesso de telas, somado à falta de atividades presenciais, já preocupa especialistas em saúde e educação infantil.A pediatra Renata Aniceto, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), relata mudanças de comportamento significativas nas crianças com o uso precoce de telas. “Hoje, já prescrevo tempo de convívio entre pais e filhos, além de boa alimentação e vacinação. O excesso de telas afeta o foco, memória, atenção e até o sono das crianças”, afirma.
Além disso, a desconexão afetiva entre pais e filhos vem crescendo. “Os pais também estão presos às telas, e isso causa distanciamento. Há aumento de casos de ansiedade, depressão e dificuldades de aprendizagem no consultório”, alerta a médica.A professora Angela Uchoa Branco, da Universidade de Brasília (UnB), reforça a importância das brincadeiras presenciais e da leitura. “Brincar com outras crianças, ouvir histórias e participar de jogos ajudam no desenvolvimento emocional e cognitivo”, explica.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda limites claros para o uso de telas:
0 a 2 anos: nenhum tempo de tela
2 a 5 anos: até 1 hora por dia, com supervisão
6 a 10 anos: de 1 a 2 horas por dia, supervisionado
11 a 18 anos: até 3 horas, nunca durante a madrugada
A exposição às telas antes de dormir atrasa a produção de melatonina e dificulta o sono. Isso prejudica o crescimento, a fixação do aprendizado e o controle do apetite. “O sono não serve apenas para descansar. Ele é vital para o desenvolvimento físico e emocional”, afirma Renata.
A introdução alimentar deve começar aos 6 meses e se estender até os 2 anos. A professora Diana Barbosa Cunha, da UERJ, lembra que os pais precisam dar o exemplo. “É essencial priorizar alimentos naturais e restringir ultraprocessados”, orienta.
Atividades como levar os filhos à feira ou incluí-los no preparo dos alimentos também ajudam na construção de uma relação positiva com a comida.
A construção de uma infância saudável também passa por educação com diálogo e empatia. “É importante estabelecer limites com afeto e respeitar os sentimentos da criança. Elogiar o que ela faz bem fortalece a autoestima”, destaca Angela Uchoa.
Fonte: Agência Brasil
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Rafaela Melo, no dia 12/10/2025 - 13:33