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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou na segunda-feira, dia 29, que o governo deve divulgar, em outubro, as alterações previstas para o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). A principal medida será a limitação das taxas de desconto cobradas de bares, restaurantes e supermercados nas vendas com vale-refeição e vale-alimentação. Durante coletiva para apresentar os resultados da geração de empregos em agosto, Marinho explicou que ainda busca esgotar a mediação entre operadoras de cartões e representantes de bares e restaurantes, com o objetivo de evitar um ajuizamento.
O anúncio das mudanças, que inicialmente seria feito em maio, agora deve ocorrer na próxima semana, após o ministro retornar de viagem à República Dominicana, em decisão conjunta com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.“O presidente Lula nos autorizou. Está comigo e com o Haddad, e eu e ele vamos tomar essa decisão assim que vencermos o cansaço na mesa de negociação”, disse Marinho.
“Precisamos decidir em outubro, de qualquer jeito. O que estamos buscando é criar condições para evitar ajuizamento”, acrescentou.
As taxas de desconto, conhecidas como Merchant Discount Rate (MDR), são cobradas dos estabelecimentos que aceitam cartões como forma de pagamento. Além de reduzir essas taxas, o governo também pretende diminuir o prazo de repasse dos valores aos bares, restaurantes e mercados, atualmente de cerca de 30 dias.
O ministro também comentou o adiamento do pacto de valorização das condições de trabalho de entregadores de aplicativos, que seria assinado nesta segunda-feira com o iFood. Segundo Marinho, a decisão visa ampliar o número de participantes.“Estamos conversando com outras empresas e queremos fazer uma mesa mais ampla, além do iFood”, explicou.
O Brasil encerrou agosto com saldo positivo de 147.358 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período. O saldo de agosto superou o de julho, que foi de 134.251 empregos. Apesar do crescimento, a criação de empregos voltou a cair em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 239.069 postos, influenciada pela alta de juros e pela desaceleração da economia.
Fonte: Agência Brasil
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Postado por Rafaela Melo, no dia 30/09/2025 - 11:56