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Comunidade


Editorial: se a população não começar a economizar água, nossa região pode ficar sem o precioso líquido



Foto: arquivo Jornal CORREIO


Segundo a Copasa, os níveis atuais desses mananciais estão dentro da média histórica

Lafaiete vive, por ora, uma situação aparentemente tranquila em relação ao abastecimento de água. Conforme detalhamos na página 08 desta edição, a cidade consome mais de 25 milhões de litros diariamente, captados quase exclusivamente dos ribeirões Bananeiras e Almeidas. A Copasa investe milhões em obras, ampliação de captação e prevenção de perdas. Tais ações são essenciais, mas não eliminam uma verdade inescapável: a água é finita e a relação entre oferta e consumo permanece frágil.

Alterações no uso do solo, desmatamento, queimadas e poluição ameaçam a disponibilidade e a qualidade da água. A cidade já enfrentou sua pior crise em 2014, quando a Copasa precisou captar o volume morto dos reservatórios. Sem proteção efetiva das nascentes, fiscalização rigorosa e planejamento estratégico, crises semelhantes podem se repetir a qualquer momento. Ou pior: podem se tornar uma constante. Neste contexto, é importante lembrar que o desafio não é apenas estrutural, e sim, está encrustado na nossa cultura. Cada litro desperdiçado compromete o futuro de todos. Prolongar banhos, ignorar vazamentos ou lavar calçadas e carros sem consciência são atos que têm efeito direto sobre os rios que abastecem a população. A responsabilidade é coletiva: governo, empresas e cidadãos devem agir simultaneamente e o respeito aos limites naturais dos mananciais não é opcional. São medidas urgentes para proteger um recurso essencial à vida.

Investimentos estruturais ajudam, mas não substituem o cuidado diário. Cercar nascentes, recuperar áreas degradadas, adotar hábitos conscientes de consumo podem parecer pequenos gestos, mas têm efeito imediato e duradouro. Cada ação conta: economizar água hoje é garantir disponibilidade para amanhã e para as futuras gerações. Lafaiete precisa encarar a água como o bem estratégico e precioso que realmente é, antes que o alerta se torne crise.

 

 




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 15/09/2025 - 18:20


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