Foto: Reprodução redes sociais
Na quinta-feira, dia 4, a Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete sediou uma audiência pública para discutir a duplicação da BR-040, no trecho que corta o município, entre os km 618 e 643. O encontro reuniu vereadores, representantes da concessionária EPR Via Mineira, da Amalpa, lideranças políticas, comunitárias e moradores diretamente afetados pelas futuras desapropriações. A Prefeitura não enviou representantes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) justificou a ausência por meio de ofício.
O requerimento que originou a audiência foi assinado por todos os vereadores e teve como objetivo esclarecer prazos, impactos sociais, indenizações, segurança viária e os benefícios esperados com as obras. Entre as principais preocupações levantadas pelos parlamentares estiveram o risco de acidentes, a situação de comerciantes e moradores que poderão ser desapropriados, a necessidade de preservar o patrimônio histórico, cultural e religioso do entorno e a antecipação da duplicação em pontos considerados mais perigosos.
O diretor-presidente da EPR Via Mineira, Luciano Louzane, afirmou que a duplicação entre Congonhas e Lafaiete deverá ser concluída em quatro anos. Ele destacou que a concessionária solicitou à ANTT autorização para antecipar intervenções em trechos críticos, como a curva da Celinha e o acesso ao município de Moeda.
De acordo com Louzane, o contrato prevê R$ 5 bilhões em investimentos, contemplando a instalação de radares, câmeras em 100% do trecho, balanças de pesagem e cobertura de sinal 4G. Sobre as desapropriações, o diretor explicou que, das 207 edificações identificadas dentro da faixa de domínio — que varia entre 25 e 40 metros a partir do eixo da rodovia —, 102 poderão ser preservadas sem comprometer a segurança viária. Outras 105 ainda passam por avaliação detalhada. Ele assegurou que as indenizações seguirão valores de mercado e respeitarão a dignidade das famílias.
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Postado por Rafaela Melo, no dia 05/09/2025 - 09:57