Foto? Álbum de família
Diego (de camisa branca) com a mãe e os irmãos em um momento de alegria
Passados 15 dias da colisão que matou o jovem Diego Rogério da Silva, 21 anos, em Lafaiete, a Polícia Civil ainda apura as circunstâncias do acidente. O caso opõe a versão registrada pela Polícia Militar à nota oficial divulgada pela defesa do motorista envolvido. O fato ocorreu na noite de quinta-feira, 14 de agosto, na avenida Prefeito Telésforo Cândido de Resende. Diego pilotava uma Honda Start 150 quando colidiu com um Chevrolet Onix conduzido por um homem de 46 anos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou a morte. Segundo a Polícia Militar, o motorista relatou que seguia pela rua Narciso Júnior e, ao acessar a avenida, não percebeu a aproximação da motocicleta. Ele admitiu ter ingerido bebida alcoólica, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e estava com a habilitação vencida. Foi preso em flagrante e conduzido à delegacia.
Família sofre com a perda
Em entrevista ao Jornal CORREIO, a mãe do jovem, Rejane da Silva Dutra, contou que Diego havia realizado recentemente o sonho de comprar a motocicleta usada na noite do acidente. “Ele tinha sede de sucesso, queria crescer e dizia que até o fim do ano nossa vida estaria melhor”, relatou. Ainda muito emocionada, ela relembrou a luta do filho desde o nascimento, prematuro, quando a família não sabia se ele sobreviveria: “Diego sempre foi muito responsável, trabalhador e nunca desistiu dos objetivos. Lutou pela vida desde o primeiro dia.” Além da convivência familiar, Diego era conhecido no trabalho por sua proximidade com clientes e colegas.
Segundo relatos recebidos pela mãe, ele chegou a aconselhar pessoas em momentos de crise emocional e até a evitar tentativas de suicídio. “Ele sempre acolhia, nunca julgava. Tinha um jeito de transmitir paz”, disse Rejane. Ela também descreveu o filho como alguém que contagiava os outros com bom humor e disposição: “A saudade maior será não ouvir mais ele dizendo que me amava, os abraços, as brincadeiras.” A mãe afirma que precisa de uma resposta das autoridades. “Esperamos que a vida do meu filho não seja só mais uma tirada por irresponsabilidade e álcool ao volante. Uma vida não volta, mas saber que a pessoa que tirou a vida do meu filho vai pagar pelo que fez conforta. A partir do momento em que alguém bebe e assume o volante, assume também a responsabilidade pelo risco que causa”, desabafou.
Defesa do motorista
Em nota oficial enviada à Redação, a defesa do condutor, representada pelo escritório A.L.O. Advocacia, apresentou versão diferente da registrada pela PM. Segundo os advogados, seu cliente retornava de um evento promovido pelo SETCEMG, dirigindo-se ao Hotel Transamérica, e ao se aproximar de um cruzamento teria respeitado a sinalização de parada obrigatória, permanecendo com o veículo imobilizado. Nesse momento, a moto, “em alta velocidade”, teria colidido contra a lateral do carro. O texto também contesta a informação sobre ingestão de álcool. “No curso da ação penal, todos os fatos serão devidamente apurados e esclarecidos, reafirmando-se que nosso cliente agiu em conformidade com a lei e com a prudência exigida na condução de veículos automotores”, afirma a nota assinada pelos advogados Alexandre Lopes de Oliveira e Simone Alves Rise.
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Rafaela Melo, no dia 29/08/2025 - 09:50