Foto: iStock/ Phanphen Kaewwannarat
As tendências mostram aos atuais estudantes de medicina como a formação especializada é importante
Desde os primórdios da humanidade, sempre houveram mudanças demográficas, novas demandas em saúde e avanços tecnológicos que fizeram a medicina ser tão importante ao longo dos anos. O mercado médico brasileiro, através de estudos, revelou as especialidades com maior empregabilidade que conseguem equilibrar remuneração e relevância para o sistema de saúde. Segundo a Demografia Médica 2025, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), junto do Ministério da Saúde, sete especialidades concentram mais da metade dos médicos especialistas brasileiros. São elas: clínica médica, pediatria, cirurgia geral, anestesiologia, cardiologia, ortopedia e traumatologia, além de ginecologia e obstetrícia. Este panorama indica um avanço na complexidade dos sistemas de saúde, aliado a um perfil populacional que precisa de uma atuação mais atenta nos serviços hospitalares em todo o território brasileiro.
Remuneração em foco
Quando o assunto é remuneração, as especialidades cirúrgicas e intervencionistas são as que garantem melhores salários dentro da profissão. De acordo com a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o piso salarial para médicos em 2025 está em R$ 20.329,70, com jornada de 20 horas semanais. Contudo, existe uma diferença entre as áreas. Um levantamento feito pela Artmed, ecossistema de educação em saúde, identificou as áreas com a maior remuneração dentro da medicina. De acordo com o estudo, neurocirurgiões têm a remuneração mais alta, com uma média entre R$ 30.000 e R$ 35.000. Logo atrás vem cirurgião plástico (R$ 18.564), radiologista intervencionista (R$ 18.200), cirurgião geral (R$ 15.975,62), radioterapeuta (R$ 15.600), urologista (R$ 15.600), oncologista cirúrgico (R$ 15.000), proctologista (R$ 15.000), ortopedista (R$ 14.353) e anestesiologista (R$ 9.849).
Empregabilidade também é importante
Quando se cruza a empregabilidade com a remuneração, as especialidades de clínica médica e pediatria são as mais estáveis do mercado. Isso porque elas são essenciais a atenção básica e atendimento amplo, mesmo que a média salarial seja inferior às outras áreas da medicina citadas acima. Contudo, a anestesiologia tem uma boa remuneração e alta procura por parte dos sistemas hospitalares.
Tendências para o futuro
Dentro deste cenário, ainda existem as especialidades emergentes, devido a tendências sociais e tecnológicas. Um exemplo é a psiquiatria, que foi reforçada pela crescente demanda por saúde mental e serviços híbridos. Além dela, a dermatologia tem se destacado, por conta dos procedimentos estéticos e da diversificação dos clientes, já que homens também têm procurado mais pela especialidade.
Devido ao envelhecimento populacional, a medicina geriátrica também tem ganhado mais atenção. Esta é uma realidade, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam que, até 2030, o Brasil poderá ter cerca de 40 milhões de idosos.
O futuro é agora?
As tendências mostram aos atuais estudantes de medicina como a formação especializada é importante. Nesse sentido, a residência médica é de suma importância. Além da experiência clínica, a residência prepara o médico à realidade do mercado e às demandas do sistema de saúde da melhor maneira possível. Portanto, optar por uma especialização com foco na empregabilidade e na perspectiva demográfica pode ser o melhor caminho para uma carreira médica sólida dentro do cenário brasileiro que seja sustentável e alinhada às necessidades da população.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 21/08/2025 - 19:20