Foto: Reprodução/SBT
Como o SBT mudou após a morte de Silvio Santos
Neste domingo, dia 17, completa um ano da morte de Silvio Santos (1930–2024). O apresentador, ícone da televisão brasileira e fundador do SBT, deixou uma marca única na história da comunicação do país. Além de comandar programas que se tornaram clássicos, Silvio também cuidava de cada detalhe da emissora, da programação até sugestões sobre figurinos de apresentadores.
Doze meses após a perda do patriarca, a TV da Anhanguera vive um período de intensas mudanças. Sob a liderança de Daniela Beyruti, filha de Silvio e atual presidente do SBT, a emissora tenta se reestruturar para enfrentar a queda de audiência e a forte concorrência. Mesmo antes da morte do empresário, o canal já apresentava sinais de desgaste. Nos últimos meses, as dificuldades aumentaram. Diretores veteranos deixaram a casa, setores foram reformulados e a programação sofreu alterações bruscas.
A meta é recuperar a vice-liderança, hoje ocupada pela Record. Em determinados horários, no entanto, o SBT chega a perder espaço até para a Band. O horário nobre, que brilhou entre 2012 e 2019 com novelas como Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de um Resgate, não conseguiu repetir o sucesso após a pandemia. A novela infantil A Caverna Encantada foi retirada da faixa das 20h30 e substituída pela mexicana As Filhas da Senhora Garcia, sem impacto positivo.
Alguns formatos, no entanto, continuam trazendo bons resultados. O Programa do Ratinho mantém a vice-liderança, enquanto Domingo Legal, com Celso Portiolli, chega a disputar a liderança com a Globo em determinados momentos. Outro destaque é o Programa Silvio Santos, agora comandado por Patrícia Abravanel, que segue firme no segundo lugar e, eventualmente, ameaça a concorrência. Celso e Patrícia têm sido apontados como os grandes trunfos da emissora aos domingos.
Por outro lado, atrações como Bom Dia & Cia, novelas mexicanas e o relançado Casos de Família registram queda de público. O telejornal SBT Brasil também não consegue recuperar fôlego diante da concorrência.Outro revés foi a demissão de Carolina Gazal, diretora responsável pela criação do streaming +SBT. O projeto, que buscava levar o conteúdo da emissora ao digital, acumulou um prejuízo estimado em R$ 70 milhões, o que levou à sua suspensão.
Entre acertos e erros, o SBT enfrenta um momento de transição delicado. A emissora busca equilibrar a tradição construída por Silvio Santos com a necessidade de se reinventar para reconquistar relevância no mercado televisivo.cUm ano após a despedida do maior comunicador da história do canal, o SBT ainda tenta encontrar o caminho para manter viva a marca que conquistou gerações de brasileiros.
Fonte: IG
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Rafaela Melo, no dia 17/08/2025 - 15:01