Foto: créditos: iStock/ fizkes
Embora o tema da morte seja um assunto delicado, o planejamento financeiro é uma forma de cuidar daqueles que ficam
Lidar com a morte nunca é algo fácil, mas, além do luto, é necessário também tomar cuidado com questões legais e financeiras. Apesar de ser um tema sensível, a preparação para eventos deste tipo é essencial para garantir o uso correto de meios legais e recursos para gerar estabilidade e segurança para quem fica.
Aspectos emocionais e decisões práticas
Mesmo com o luto deixando as coisas confusas, ainda é preciso lidar com alguns trâmites burocráticos de maneira rápida. Por isso, é importante ter o apoio de pessoas próximas, ou, dependendo do caso, de um advogado especializado para orientar sobre obrigações imediatas, como lavratura da certidão de óbito e comunicação aos órgãos responsáveis.
Além do luto, dependendo do caso, os impactos financeiros podem ser avassaladores, principalmente se a pessoa a ser sepultada for o principal provedor da família. Saber quais benefícios e auxílios podem ser solicitados pode ajudar a família a passar por este momento tão delicado com um pouco mais de tranquilidade.
Documentos e trâmites necessários
Com a certidão de óbito em mãos, os familiares ainda precisam reunir os documentos pessoais do falecido e dos dependentes. Além disso, informações sobre contas bancárias, seguros, previdência e bens também devem ser levadas em consideração no momento de lidar com trâmites como:
● Inventário e partilha de bens (judicial ou extrajudicial).
● Encerramento de contas bancárias ou transferência de titularidade.
● Acesso a seguros de vida, previdência privada ou PGBL/VGBL.
● Caso o falecido fosse aposentado ou segurado, comunicar o INSS.
Benefícios legais para dependentes
Existem diversos benefícios que podem ser solicitados pelos dependentes legais, como filhos menores de idade, cônjuges e companheiros. Entre eles, estão:
● Seguro de vida: este é um dos primeiros recursos acessíveis, com um pagamento rápido e direto aos beneficiários indicados.
● Previdência privada: os saldos dos planos PGBL ou VGBL podem ser transferidos aos beneficiários sem precisar de inventário.
● Auxílio-funeral: dependendo do caso, algumas seguradoras ou planos de previdência cobrem as despesas do sepultamento.
● Saldos do FGTS e do PIS/Pasep: podem ser sacados pelos herdeiros legais.
Pensão por morte: um direito previdenciário essencial
A pensão por morte é um benefício pago pelo INSS aos dependentes do segurado falecido, ajudando na manutenção da renda familiar, especialmente se o falecido era o provedor de toda a família.
A pensão pode ser requerida por cônjuges, filhos menores de 21 anos ou inválidos. Dependendo do caso, pais e irmãos também. O benefício dura conforme a idade e a condição do dependente, o que pode ser vitalício ou temporário. Contudo, é necessário comprovar o vínculo com o falecido, além de apresentar a documentação exigida ao INSS. Além disso, também é importante considerar os prazos. O pedido deve ser feito em até 90 dias após o falecimento, de forma que garanta o pagamento retroativo à data do óbito. Caso passe do prazo, o benefício é contado a partir da data do requerimento.
Planejamento financeiro como prevenção
Embora o tema da morte seja um assunto delicado, o planejamento financeiro é uma forma de cuidar daqueles que ficam. Contratar um seguro de vida, organizar documentos e ter clareza sobre os beneficiários podem gerar mais tranquilidade e segurança em um momento tão difícil. Portanto, conhecer os recursos disponíveis e ter uma ação preventiva podem oferecer aos familiares, além da estabilidade financeira, tempo e espaço apropriados para viver o luto com dignidade.
Você está lendo o maior jornal do Alto Paraopeba e um dos maiores do interior de Minas!
Leia e Assine: (31)3763-5987 | (31)98272-3383
Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 04/07/2025 - 15:20