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Política


Brasil assume presidência do Mercosul com foco em integração regional e desenvolvimento sustentável

Acordos com União Europeia e EFTA, transição energética, combate à criminalidade, tecnologia e sustentabilidade estão no centro da agenda brasileira na liderança do bloco



Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR/Site do Governo Federal


Além de fomentar a paz e a cooperação entre os países, o bloco viabiliza benefícios práticos

 

Ao  assumir a presidência pro tempore do Mercosul, nesta quinta-feira, 3 de julho, durante a 66ª Cúpula de Chefes de Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comprometeu a dedicar esforços para que o bloco avance na consolidação de uma integração mais ambiciosa e efetiva. "Vou me dedicar para que a gente possa avançar o máximo que pudermos, para que o Mercosul se transforme num grande bloco econômico, político, cultural, científico e tecnológico", afirmou, ao frisar que a presidência brasileira dará continuidade e profundidade às declarações adotadas durante o encontro em Buenos Aires. Uma das prioridades já verbalizada pelo presidente é conduzir as tratativas para concluir os acordos entre o Mercosul e a União Europeia e entre o bloco sul-americano e a EFTA, integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. “Estou confiante de que, até o fim deste ano, assinaremos os acordos com a União Europeia e com a EFTA, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”.

Compromisso - Lula reconheceu os desafios apontados pelos demais chefes de Estado ao longo da reunião, especialmente em relação à lentidão em processos decisórios do bloco. "Ouvi com atenção as angústias que cada presidente colocou nas suas falas: a falta de rapidez nas decisões, a demora para executar o que muitas vezes já foi acordado. Quero me comprometer com cada um de vocês. Prometo que vou fazer a minha parte", declarou.

Integração — O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) se consolida como um dos maiores mecanismos de integração regional do mundo. Além de fomentar a paz e a cooperação entre os países, o bloco viabiliza benefícios práticos, como a livre circulação de pessoas, reconhecimento de direitos previdenciários e alinhamento de normas comerciais e sanitárias.

Articulações - A presidência pro tempore brasileira se estende até o fim de 2025 e, segundo o presidente, será marcada por uma atuação voltada à ampliação das articulações políticas e econômicas com outros países e blocos. Para Lula, o bloco tem plenas condições de assumir protagonismo internacional. "Temos tudo: um povo generoso, conhecimento científico e tecnológico, experiência política. Cabe somente a nós decidir se seremos grandes ou pequenos, porque temos tudo para desempenhar um grande papel na construção de um mundo mais justo e sustentável".

Prioridades brasileiras — A atuação do Brasil terá cinco pilares fundamentais:

Fortalecimento do comércio entre países do bloco e com parceiros externos

Enfrentamento da mudança do clima e promoção da transição energética

Desenvolvimento tecnológico

Combate ao crime organizado

Promoção dos direitos dos cidadãos do Mercosul

Balança comercial — De janeiro a maio de 2025, o intercâmbio entre os países do Mercosul foi de US$ 17,5 bilhões. As exportações brasileiras alcançaram US$ 10,2 bilhões e as importações, US$ 7,2 bilhões, superávit de US$ 3 bilhões. A pauta de importações brasileiras é baseada, em grande parte, em veículos automotores para transporte de mercadorias e de passageiros, trigo e centeio não moídos e energia elétrica. O Brasil exporta majoritariamente para o MERCOSUL veículos de passageiros e mercadorias, produtos da indústria de transformação e minério de ferro.

Fonte: Site do Governo Federal




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 03/07/2025 - 17:20


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