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Polícia


Suspeita de abuso: notas da defesa do médico e família da criança acirram a tensão em torno da investigação

Médico nega as acusações e diz confiar na Justiça; família da criança rebate e afirma que há elementos probatórios claros



Foto: Reprodução redes sociais


O caso de abuso sexual contra uma criança de seis anos, supostamente cometido por um pediatra em Lafaiete, ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. A divulgação de notas oficiais da defesa do médico investigado e dos representantes legais da família da vítima trouxe novos elementos ao debate público.

Em nota assinada por sua advogada, Amanda Bernardes, o médico Fabrício Martins Ribeiro, de 34 anos, repudiou “veementemente” as acusações. A defesa classificou a denúncia como “falsa, absurda e irresponsável” e destacou a trajetória profissional do pediatra, que possui dez anos de atuação sem qualquer registro de infração ética ou criminal. A nota afirma que o profissional jamais respondeu a processos judiciais, administrativos ou disciplinares, e que sempre manteve conduta ilibada.

Segundo o comunicado, a ausência de provas materiais levou à imediata revogação da prisão e reforça que o exame físico feito na criança seguiu o “procedimento padrão” em atendimentos pediátricos. A defesa alertou, ainda, para o que chamou de “julgamento público” e destacou que comentários prematuros podem comprometer a reputação do médico e a estabilidade emocional de sua família. Por fim, reforça que qualquer tentativa de difamação será judicializada.

Família da criança rechaça nota – a nota, entretanto, foi alvo de forte reação por parte dos advogados da família da criança. Em resposta pública, o defensor Felipe Rodrigues Pires, que atua no caso, divulgou nota de repúdio à versão apresentada pela defesa. O texto critica o que considera uma tentativa de inverter responsabilidades, ao sugerir que os prejuízos enfrentados pela criança decorreriam da exposição pública das acusações.

Para os representantes da vítima, os danos são consequência direta do ato denunciado, e não da sua divulgação. A nota também rebate a alegação de que o caso seria “leviano” ou “espetaculoso”, afirmando que há elementos técnicos que sustentam a continuidade da investigação, conduzida pela Polícia Civil. A nota de repúdio reitera o compromisso da família com a elucidação dos fatos e ressalta a importância de se respeitar o relato da criança, conforme previsto na legislação brasileira e no Estatuto da Criança e do Adolescente.

A Polícia Civil, por sua vez, segue com o inquérito sob sigilo. A corporação informou que já foram realizadas oitivas, análises técnicas e que novos laudos estão em elaboração. O caso segue sendo tratado como possível crime sexual contra a criança. O atendimento ocorreu na unidade da Unimed Lafaiete, que informou ter fornecido às autoridades todas as imagens e documentos disponíveis, e que acompanha o caso com a “atenção e diligência que a gravidade exige”.

Confira as notas na íntegra: 

 

 

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 03/07/2025 - 17:01


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