Foto: Istock/Sjale
Grupos como Adidas Runners, Pace Delas, Prjct Run e Corre Kilombo transformaram a cidade em um calendário de treinos abertos
É quarta-feira, 20h04. Em frente a um bar de Pinheiros, um grupo se alonga rapidamente, ajusta os relógios de pulso e dispara rumo à avenida. Essa é a Damn Gang, um dos clubes de corrida mais ativos de São Paulo, e é só mais um dos tantos encontros noturnos que ocupam ruas com passadas ritmadas e respiros compassados. Na pista, ninguém corre só. A cena se repete em vários bairros da capital: Ibirapuera, Faria Lima e Marginal Pinheiros. Grupos como Adidas Runners, Pace Delas, Prjct Run e Corre Kilombo transformaram a cidade em um calendário de treinos abertos. São gratuitos, democráticos e, em geral, guiados por profissionais ou corredores experientes. A lógica é simples: você chega, corre com o grupo e, se gostar, volta. Sem burocracia, mas com bastante suor.
Correr em grupo: mais que treino, um jeito de viver
Nos clubes, quem chega encontra acolhimento, incentivo e amizade. Há grupos só de mulheres, como o Elas Que Voam. Outros focam em diversidade racial e representatividade, como o Corre Kilombo. Em todos, o espírito é de troca: dicas sobre provas, tênis e alimentação. E tem mais. Aniversário de integrante? Vai ter parabéns com isotônico. Estreia em prova? Vai ter torcida. Correr junto, aqui, é formar comunidade. E, mesmo quem começa sozinho, aos poucos, entra em um ritmo coletivo que torna o treino algo maior.
Uniforme de corredor: o que se veste também fala
Entre uma passada e outra, um detalhe chama a atenção: o look dos corredores. Meias altas, camisetas de prova, pochetes ajustadas ao corpo e, claro, o tênis, que mais parece um equipamento técnico do que um acessório esportivo. E não é para menos. No meio de tanta gente correndo em ritmo forte, o que vestir também importa: um tênis masculino com boa resposta e amortecimento certo pode fazer a diferença, seja para baixar o pace ou impressionar quem está de meia azul ali na frente. O calçado ideal é uma escolha estratégica. Para treinos longos em ambiente urbano, modelos com retorno de impulso ajudam a manter o ritmo sem se lesionar. Já nas provas, o ideal é buscar leveza e estabilidade.
Meia azul: o novo código não falado da corrida
E, por falar em look, quem corre e está solteiro(a) talvez já tenha ouvido falar – ou mesmo aderido – da moda da meia azul. Ela surgiu como uma brincadeira nas redes, virou piada entre corredores e agora começa a funcionar como um código informal de paquera durante os treinos. A ideia é simples: meia azul significa “estou no game”.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 02/07/2025 - 19:20