Foto: Ralpf Pixabay/Agência Brasil
O Unicef ressalta que as desigualdades regionais persistem, especialmente nas regiões Norte e Nordeste
Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado hoje, 22 de março, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados alarmantes sobre a falta de acesso à água no Brasil. De acordo com o estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) Anual, 2,8 milhões de crianças no país vivem sem acesso adequado à água. A maioria delas reside em áreas rurais. O estudo, que cobre o período de 2019 a 2023, mostra que, embora o número de crianças sem acesso à água tenha diminuído em 31,5%, cerca de 1,5 milhão de crianças ainda enfrentam uma realidade extrema, vivendo em lares sem água canalizada. Outros 1,2 milhão de crianças recebem água apenas no terreno ou na área externa da residência. A disparidade entre as zonas urbanas e rurais é evidente. Nas áreas urbanas, apenas 2,4% das crianças e adolescentes enfrentam a falta de água, enquanto nas zonas rurais esse índice sobe para 21,2%.
O estudo também aponta os estados com as situações mais críticas: Acre (12,7%), Paraíba (12,2%), Amazonas (11,3%), Pará (9,8%) e Alagoas (9,1%) destacam-se como os locais com maior carência de água canalizada. Além disso, 19,6 milhões de crianças e adolescentes no Brasil vivem sem acesso adequado ao saneamento básico, representando 38% desse público. O cenário é mais grave nas zonas rurais, onde 92% das crianças não possuem acesso ao saneamento adequado. No Acre, o índice de crianças sem saneamento básico é alarmante, com 31,5% da população infantil vivendo em condições precárias.
O Unicef ressalta que as desigualdades regionais persistem, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde mais de 80% das crianças vivem em condições de privação de direitos básicos. Em resposta a essa realidade, o Unicef implementou ações de apoio em 2024, beneficiando mais de 250 mil pessoas em oito estados brasileiros, incluindo 75 mil crianças e adolescentes. Essas iniciativas, focadas em escolas, unidades de saúde e comunidades vulneráveis, têm como objetivo fortalecer as políticas públicas de acesso à água e saneamento, essenciais para garantir os direitos fundamentais da infância. Rodrigo Resende, Oficial de Água, Saneamento e Higiene do Unicef, reforçou a importância dessas ações: "Sem água potável e saneamento seguro, os direitos das crianças à saúde, educação e alimentação ficam comprometidos."
Fonte: Agência Brasil
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 22/03/2025 - 19:48