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Política


Haddad defende crédito consignado para proteger trabalhadores dos juros altos

Com o Programa Crédito do Trabalhador, os trabalhadores terão a opção de migrar para um crédito mais barato, com parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício.



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu, nesta quinta-feira, 20 de março,  que o programa de crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada é uma estratégia para proteger os trabalhadores dos altos juros praticados pelo mercado. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele explicou que a medida visa impedir o superendividamento da população.

“Apesar do aumento da Selic, estamos abrindo um caminho para permitir que você renegocie suas dívidas a taxas mais civilizadas”, afirmou Haddad. Ele ressaltou que, com a elevação da taxa Selic para 14,25% ao ano, o governo federal está tomando medidas para proteger o trabalhador, já que os bancos cobram juros muito superiores à taxa de captação do crédito. “O trabalhador que vai a um banco hoje, sem garantia, paga entre 5% e 6% ao mês. E o banco paga cerca de 15% ao ano para captar esse dinheiro. Então, ele paga todo o juro que o banco está pagando em dois ou três meses, e depois, o banco tem outros nove meses para cobrar juros do trabalhador”, explicou o ministro.

Com o Programa Crédito do Trabalhador, os trabalhadores terão a opção de migrar para um crédito mais barato, com parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício. O programa também visa conter o alto endividamento, que muitas vezes é causado pela combinação de juros altos e a incapacidade de pagar as dívidas acumuladas. A adesão ao programa será possível a partir de amanhã (21), através do aplicativo da carteira de trabalho digital (CTPS Digital), permitindo que o trabalhador solicite crédito diretamente com instituições financeiras autorizadas pelo governo. O crédito terá como garantia os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com ofertas enviadas em até 24 horas.

Haddad também alertou os trabalhadores sobre a importância de negociar diretamente com os bancos para encontrar alternativas de crédito com taxas mais baixas. A partir de 25 de abril, os bancos também poderão operar a linha do crédito consignado privado em suas plataformas digitais. Em relação à alta da taxa de juros, o ministro lembrou que a elevação da Selic foi uma decisão prevista e que o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, herdou desafios de gestão impostos pela política monetária anterior. Além disso, Haddad reafirmou o compromisso do governo federal em equilibrar as contas públicas e controlar a inflação, com foco no crescimento sustentável da economia.

Fonte: Agência Brasil




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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 20/03/2025 - 19:20


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