Foto: arquivo pessoal
Geraldino da Costa, congonhense e presidente da Associação Quilombola do Campinho, agora ocupa um cargo de grande importância na Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais. Ele foi eleito, no dia 9 de fevereiro de 2025, para integrar a Comissão de Ética e Relações Institucionais da Federação, em evento realizado no Quilombo Mangueiras, em Belo Horizonte. A sua atuação visa promover a transparência e garantir que as comunidades quilombolas tenham acesso efetivo aos seus direitos. Com a missão de apoiar o fortalecimento das comunidades quilombolas, a Federação desempenha papel vital na preservação das culturas e identidades dessas populações. Além disso, atua como um intermediário entre as comunidades e o Judiciário Federal, facilitando o acesso à justiça para a garantia de direitos. Em sua nova função, Geraldino destaca que sua principal tarefa será fiscalizar a conduta da diretoria da Federação, assegurando que as decisões sejam tomadas com transparência e responsabilidade. "Nosso foco será garantir que as comunidades quilombolas busquem seus direitos, seja em melhorias locais ou no campo jurídico", afirmou.
A Associação Quilombola do Campinho, presidida por Geraldino, desempenha papel fundamental na construção de parcerias com outras comunidades quilombolas do estado. O objetivo é buscar o reconhecimento e o respeito junto aos órgãos públicos em todos os níveis, além de fortalecer a luta por políticas públicas que atendam às necessidades dessas populações. Sobre o processo eleitoral realizado no Quilombo Mangueiras, Geraldino explicou que, inicialmente, havia duas chapas concorrendo, mas uma delas foi indeferida por não cumprir as exigências estatutárias. A eleição ocorreu de forma tranquila, com acompanhamento de uma junta de consultores, incluindo advogados e representantes do Ministério Público Estadual, do Cedefes (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) e de uma comunidade quilombola.
Geraldino também ressaltou a importância do engajamento da sociedade na defesa dos direitos quilombolas, seja por meio de apoio a iniciativas locais, participação em debates ou cobrança por políticas públicas inclusivas. "O espaço que conquistamos na Federação é uma oportunidade para levar nossas ações a comunidades que antes não tinham como buscar seus direitos. Queremos ampliar esse alcance e garantir que todas sejam ouvidas e atendidas", concluiu.
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Postado por Sônia da Conceição Santos, no dia 27/02/2025 - 18:20