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Saúde


Minas expande teste do pezinho e se torna pioneira no diagnóstico de 60 doenças raras



foto: Cristiano Machado/Ag Minas


 

O Governo de Minas anunciou, na segunda-feira (9/12), a ampliação do Programa de Triagem Neonatal (PTN-MG), conhecido como teste do pezinho, que passará a identificar 60 doenças, contra as 23 atuais. Este programa, que detecta doenças raras de naturezas metabólicas, genéticas e infecciosas nos primeiros dias de vida dos bebês, visa proporcionar diagnóstico precoce e tratamento adequado desde os primeiros momentos de vida.

Em evento realizado na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, o governador Romeu Zema e o vice-governador Professor Mateus informaram também que será feito um investimento anual de R$ 64,2 milhões para o custeio de exames de triagem, complementares, diagnósticos e tratamentos das doenças incluídas no teste a partir de janeiro de 2025.

Com essa expansão, Minas Gerais se torna o primeiro estado brasileiro a contemplar de forma efetiva todos os grupos e doenças previstas na Lei Federal nº 14.154, que modificou o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13/7/1990), melhorando o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). "Estamos vivenciando um momento de grande orgulho para Minas Gerais. O Estado se torna o primeiro a oferecer o teste do pezinho completo, com mais de 60 doenças, a todos os recém-nascidos", destacou o governador Romeu Zema.

Ele também ressaltou os impactos positivos da iniciativa: "Diversas crianças foram salvas graças ao teste do pezinho, e muitas outras evitaram sequelas graves por meio da detecção precoce", afirmou.

O diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento, buscando amenizar sintomas e proporcionar uma vida de qualidade para os pacientes e suas famílias. O vice-governador, Professor Mateus, sublinhou que o avanço trará um impacto imensurável para a saúde no estado. "É um marco para Minas, e sabemos que em breve poderemos afirmar que evitamos a morte de milhares de crianças e proporcionamos uma vida sem sequelas graves a muitas outras", comemorou.

Em relação ao futuro da saúde no Estado, o vice-governador mencionou a necessidade de inteligência técnica para tomar decisões eficazes. "A saúde não tem limite orçamentário. Precisamos de decisões bem orientadas para transformar a saúde em Minas", ressaltou.

Um exemplo do impacto da ampliação do programa foi a história de Helena, uma bebê de três meses diagnosticada com Imunodeficiência Primária Combinada Grave (SCID), uma doença rara que compromete o sistema imunológico. Seu pai agradeceu ao Governo de Minas pela ampliação do teste do pezinho, que permitiu o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento médico.

Marcelo Aro, secretário-chefe da Casa Civil, ressaltou que a ampliação do programa oferece a crianças como Helena a chance de ter uma vida típica, sem sequelas. "Esta é uma das grandes vitórias desta gestão, que tem sido sensível às necessidades de pessoas com doenças raras e deficiência", afirmou.

O exame é realizado com uma coleta de sangue do calcanhar do bebê, que é enviada para processamento no Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), da UFMG. O resultado é disponibilizado no site da instituição e, em caso de alteração, o município do paciente é notificado, garantindo que consultas e exames especializados sejam agendados para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

Atualmente, o teste do pezinho é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos 853 municípios mineiros. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, anunciou ainda novas medidas para expandir o atendimento aos diagnosticados, como a ampliação do Centro de Referência para todo o estado e a criação de uma rede integrada com hospitais de referência. "Com as novas ações, conseguiremos evitar muitos casos e oferecer melhores cuidados às crianças diagnosticadas", afirmou.

Até 2021, Minas Gerais realizava a triagem para seis doenças. Em 2022, a ampliação levou o número de doenças triadas para 14, e em 2023, para 20. A fase 2 de ampliação, que começou em 2023, incluiu doenças como AME, SCID e Agamaglobulinemia. A partir de 2025, com a fase 3, mais 37 doenças serão diagnosticadas, totalizando 60.

O Governo de Minas também fez um balanço das ações na Saúde em 2024, destacando que 665 cidades já têm 100% de cobertura da Atenção Primária à Saúde. O objetivo é alcançar todos os 853 municípios até 2026. A política de cirurgia eletiva "Opera Mais, Minas" já realizou 708.744 procedimentos até setembro de 2024, com previsão de atingir 1 milhão até dezembro. Além disso, o Estado investiu R$ 421 milhões no programa, sendo R$ 313 milhões já pagos.

A vacinação continua sendo prioridade, com a meta de ampliar a cobertura vacinal em todo o Estado. Desde 2023, foram investidos R$ 165 milhões no Programa Vacina Mais, Minas, e mais de R$ 100 milhões na entrega de vacimóveis para levar vacinas a áreas remotas e escolas.




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Postado por Nathália Coelho, no dia 13/12/2024 - 17:29


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