A roda de capoeira que
acontece aos sábados, há décadas, debaixo do viaduto Duartina Nogueira de
Rezende, na rua Doutor Campolina, no bairro São Sebastião, é reconhecida em
toda a região, em Minas Gerais, parte do Brasil e do exterior, já que
capoeiristas estrangeiros também dela participaram periodicamente.Mesmo com essa
importância da capoeira lafaietense, seja para o aprendizado ou para atrair e
despertar a atenção de interessados, principalmente crianças e adolescentes, o
grupo Cativeiro tem tido dificuldades para manter esta tradição. Segundo o
presidente da Associação Cativeiro de Capoeira, a “mostra’ é realizada sempre
às 11h, aos sábados, mas o espaço público, muitas vezes, está sendo usado como
vitrine de exposição de mercadorias. “A roda é feita para a divulgação da nossa
arte e cultura centenária da capoeira. As aulas acontecem no Síder Clube, onde
pagamos por um contrato de uso. Aqui fazemos a demonstração pública com o
intuito de despertar, principalmente nos adolescentes e crianças, a vontade de
se praticar a capoeira”, explica.O mestre frisa que a capoeira
ajuda na socialização das pessoas de todas as idades, faz bem ao corpo e até
para a alma: “A gente chega aqui nesse espaço, debaixo do viaduto, e
encontramos lixo, caixote, casinhas de cachorro, gaiolas, galinhas e produtos
expostos, ocupando o espaço que é público, do pedestre”, enfatizou o professor
Eustáquio, presidente e responsável pelo grupo.
Meta
Diante da dificuldade, a meta agora é a demarcação do espaço para o desenvolvimento da cultura. Segundo Eustáquio, há cerca de 30 dias, está sendo buscada, junto à Prefeitura, a demarcação do espaço, mas surgiram alguns obstáculos. “A ideia foi apresentada e bem recebida nas secretarias de Obras e Esportes, que estão nos apoiando, mas a alegação é de que não têm funcionários para executar a limpeza do local. Diante disso, lançamos mãos à obra e nós mesmos estamos retirando os papéis pregados na coluna do viaduto, onde pretendemos colocar uma logo da associação. No chão, precisamos da pintura para a delimitação desse espaço cultural, para que a gente possa ter a tranquilidade de usá-lo com a nossa arte. É uma questão de ética e postura urbana”, frisou, Eustáquio “Gagazumba”, que contava com o trabalho voluntário de outros mestres e colaboradores.Empunhando uma ‘cavadeira’, espátula, vassoura e água, os capoeiristas ‘ralavam’ para retirar placas de papéis colados ao longo de anos, na esperança de contar com o respaldo do poder público para a demarcação da área que já utilizam há anos. (Amauri Machado)
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Escrito por Esporte, no dia 25/05/2015